A OpenAI apresentou um novo documento legal onde afirma ter sido vítima de roubo de informações confidenciais por parte da Apple, sugerindo que o desenvolvimento do dispositivo HomeView foi influenciado por estes dados.
Segundo avança a Reuters, a criadora do ChatGPT alega que um funcionário transferido da Apple trabalhou na OpenAI durante seis meses antes de regressar à sua antiga empresa em junho de 2026. A acusação detalha que o indivíduo levou consigo dados sobre hardware não lançado da OpenAI, que manteve guardados em contas pessoais. O AppleInsider acrescenta que os documentos roubados incluem imagens específicas, dados de engenharia, informações de fornecedores, métricas de fabrico e normas de acabamentos estéticos e selantes.
O impacto no projeto HomeView
A OpenAI estabelece um paralelo entre esta fuga de informação e o HomeView, o equipamento que a Apple tem em desenvolvimento há pelo menos três anos. A empresa alega que o antigo funcionário realizou apresentações sobre os planos de produto ao vice-presidente de operações da Apple na Ásia. Com base nestes dados, a OpenAI argumenta que a rival está a usar a informação para impulsionar a sua nova linha de produtos baseados em inteligência artificial.
A identidade do funcionário não foi revelada no documento, uma omissão considerada invulgar neste tipo de processos judiciais. A OpenAI afirma ter alertado a Apple sobre a situação, mas a tecnológica alegadamente nunca respondeu aos contactos.
Apple nega acusações e avança com processo original
Num comunicado divulgado na quarta-feira, a Apple negou a ocorrência de qualquer roubo ou reunião sobre os produtos da rival e sublinhou que não possui provas internas do incidente. A empresa garantiu ter políticas e procedimentos rigorosos para assegurar que os novos funcionários não utilizam informação confidencial de outras empresas.
Esta nova acusação surge no âmbito da batalha legal iniciada pela Apple em julho de 2026 contra a OpenAI e dois dos seus ex-funcionários, Tang Yew Tan e Chang Liu. Na altura, a Apple acusou os dois engenheiros de roubarem segredos comerciais através da exploração de falhas no iCloud, de enviarem dados de fornecedores para os próprios emails e de instruírem outros candidatos da Apple a levarem hardware não lançado para as entrevistas na OpenAI.
Os últimos cinco meses ficaram marcados por várias reviravoltas no processo, perspetivando-se novos desenvolvimentos até à realização do julgamento, que ainda não tem data marcada. Na terça-feira, o juiz Edward Davila concedeu parcialmente os pedidos da Apple para obter informações relevantes da OpenAI sobre os dois funcionários envolvidos no processo original.
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