O Ig Nobel 2026 premiou, em Zurique, pesquisas sobre assoar o nariz, urinais sem respingos e o uso de mosquitos na impressão 3D.
O que você precisa saber
A 36ª edição anual do prêmio reconheceu dez estudos que, para os organizadores, fazem o público rir antes de fazê-lo pensar. A revista Annals of Improbable Research organiza a premiação, criada como uma paródia do Nobel.
Entre os trabalhos premiados, um estudo de medicina analisou a aerodinâmica de assoar o nariz. A pesquisa em física investigou como projetar urinais que evitem respingos.
O prêmio de tecnologia foi para um método que usa probóscides de mosquitos como bicos de impressão 3D. Os autores chamaram o processo de “necroimpressão”, e a pesquisa também criou modelos tridimensionais dos insetos.
Leite de barata, beijo e furto de doces
O estudo vencedor de química concluiu que o leite de barata tem três vezes mais energia do que o leite de vaca. Na economia, pesquisadores encontraram indícios de que pessoas de classe alta têm maior probabilidade de pegar doces destinados a crianças e adotar outras condutas antiéticas.
Uma pesquisa sobre a história evolutiva do beijo recebeu o prêmio de biomecânica. Outro trabalho examinou quais partes de uma cobra venen.
Matilda Brindle, bióloga evolutiva da Universidade de Oxford e coautora do estudo sobre o beijo, defendeu a importância da pesquisa básica. “A curiosidade por si só é fundamental para o avanço da ciência”, afirmou.
Changhong Cao, professor de engenharia mecânica da Universidade McGill, no Canadá, disse que a premiação valoriza a investigação exploratória. “Ninguém começa planejando construir um bico de impressão 3D a partir de um mosquito”, declarou.
Carly Anne York, professora de biologia da Universidade Lenoir-Rhyne, afirmou que os projetos premiados são pesquisas científicas legítimas. “A aquisição de conhecimento nunca é uma atividade frívola, por mais bobo que o tema possa parecer”, disse.
(UOL)
