Robôs humanoides podem ser usados em conflitos militares a partir de 2027

By | 18/07/2026

A empresa afirma que os robôs humanoides deverão ser utilizados inicialmente em operações de logística, apoio e missões que exigem alta precisão. Enquanto isso, o avanço dessa tecnologia intensifica as discussões na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o uso de inteligência artificial em sistemas de armas autônomas e os desafios regulatórios relacionados ao emprego desses equipamentos em cenários militares.

Robôs humanoides equipados com inteligência artificial podem dar um novo passo rumo ao uso militar já em 2027. A previsão é da empresa norte-americana Foundation Future Industries, que desenvolve plataformas robóticas para aplicações civis e de defesa e já realizou testes de campo com seus equipamentos na Ucrânia.

Segundo a companhia, o objetivo não é substituir drones ou tropas tradicionais, mas empregar robôs em missões terrestres consideradas de alto risco, reduzindo a exposição de soldados em ambientes perigosos. A expectativa é que essas máquinas sejam utilizadas principalmente em operações que exigem precisão, mobilidade e menor impacto sobre a infraestrutura.

Foco será em logística e operações de alto risco

A Foundation Future Industries afirma que os humanoides deverão atuar em tarefas como transporte de suprimentos, reconhecimento de áreas, inspeção de ambientes, movimentação de equipamentos e apoio a operações táticas. Essas atividades poderiam ser executadas em locais onde a presença humana representa riscos elevados.

Para a empresa, esse tipo de robô é mais adequado para missões que exigem controle, precisão e tomada de decisão em campo, e não para ações de destruição em larga escala.

Empresa descarta uso para ataques indiscriminados

O CEO da Foundation Future Industries, Sankaet Pathak, argumenta que robôs humanoides não foram concebidos para substituir armamentos convencionais em ataques de grande impacto. Segundo ele, existem tecnologias muito mais simples e baratas para esse tipo de finalidade.

Em entrevista à Euronews, o executivo afirmou que a visão popular costuma associar robôs militares a cenários retratados em filmes de ficção científica, como O Exterminador do Futuro. No entanto, ele acredita que a aplicação prática será bastante diferente.

Na avaliação de Pathak, os humanoides deverão ser empregados em situações que exijam maior cuidado operacional, ajudando a reduzir danos à infraestrutura e minimizar riscos para civis durante determinadas missões.

Testes já ocorrem na Ucrânia

A empresa revelou que seus robôs da linha Phantom já passaram por avaliações em território ucraniano. Os testes envolveram principalmente atividades de apoio logístico e reconhecimento, incluindo o transporte de materiais, deslocamento de suprimentos entre áreas internas e externas, inspeção de locais e mapeamento de ambientes.

Os resultados dessas avaliações deverão servir como base para a evolução da plataforma e para futuras aplicações em cenários militares.

Debate sobre armas autônomas ganha força

O avanço dos robôs humanoides voltados para defesa ocorre em meio ao aumento das discussões internacionais sobre o uso da inteligência artificial em conflitos armados. Organizações como a ONU vêm debatendo a necessidade de estabelecer regras para sistemas de armas autônomas, especialmente diante da rápida evolução da IA e da robótica.

Embora empresas do setor defendam que essas máquinas atuem como ferramentas de apoio e reduzam a exposição de militares ao perigo, especialistas alertam para os desafios éticos, jurídicos e de segurança envolvidos na adoção dessa tecnologia em operações de combate.

(Engenharie)