O motor gráfico Unreal Engine 5 prepara-se para receber uma inovação que promete revolucionar a tua experiência em frente ao ecrã. Segundo informações do Wccftech, a Epic Games vai integrar a tecnologia DirectX 12 Advanced Shader Delivery, desenhada especificamente para eliminar os longos tempos de carregamento iniciais e os irritantes engasgos causados pela compilação de recursos gráficos.
Atualmente, a indústria de criação de videojogos é dominada pelo Unity e pelo Unreal Engine, sendo o primeiro mais expressivo no volume total devido ao segmento móvel. Contudo, nas produções de grande orçamento, a plataforma da Epic Games assume a liderança absoluta. Apesar de oferecer visuais impressionantes através de sistemas como o Nanite e o Lumen, o preço a pagar reflete-se na fluidez, com muitos títulos a sofrerem quebras constantes de desempenho devido à pesada carga exigida.
O fim das esperas na compilação
O novo método atua de forma engenhosa. O sistema recolhe os dados necessários e agrupa-os num formato otimizado chamado Base de Dados de Objetos de Estado (SODB). Os responsáveis descobriram que é possível separar o compilador do controlador gráfico, unificando a informação através de um processamento na nuvem para criar uma Base de Dados de Shaders Precompilados (PSDB).
Na prática, isto significa que ao descarregares um título, a informação pré-compilada é transferida em simultâneo, ficando imediatamente disponível na cache do Windows. Deixas de ter de esperar largos minutos a olhar para o menu inicial enquanto o sistema prepara os recursos visuais, um cenário bem conhecido por quem joga obras recentes baseadas em versões anteriores do motor, como o S.T.A.L.K.E.R. 2.
Atualizações gráficas sem dores de cabeça
Outro benefício desta integração reflete-se nas atualizações do teu hardware. Por norma, sempre que instalas novos drivers para a placa gráfica, o sistema obriga a uma nova compilação exaustiva. Com esta tecnologia, a instalação deteta automaticamente as mudanças e atualiza a cache em segundo plano, poupando-te todo o processo moroso.
Apesar de não ser uma alteração profunda na raiz do motor que resolva todos os desafios de desempenho por magia, é um passo considerável para o conforto de utilização. Curiosamente, já existem produtoras a contornar estes problemas de outras formas. A Embark Studios, responsável pelo The Finals, optou por uma versão modificada do motor gráfico que abdica do Lumen e Nanite em prol do sistema RTXGI da NVIDIA, garantindo uma experiência fluida e sem interrupções desde o primeiro minuto.
(TT)
