Ser expulso de Lisboa vira as pessoas para a direita?

By | 29/03/2026

Quase oito pontos percentuais separaram Carlos Moedas de Alexandra Leitão nas eleições autárquicas do ano passado. A vitória da coligação PSD-CDS-IL sobre a do PS-Livre-BE-PAN pode ser fundamentada na diferença de qualidade das duas campanhas, na vantagem do incumbente, mas a distância de mais de 20 mil votos precisa de uma justificação mais profunda. Notavelmente, a coligação conduzida pelo PS precisaria que a quase totalidade dos votos conseguidos pelo PCP migrasse para si de forma a superar a candidatura liderada pelo PSD. As duas candidaturas da esquerda colheram menos de 45% dos votos, depois de cinco ciclos eleitorais consistentemente acima da marca dos 50%.

Como várias análises, antes e depois das eleições apontam (por exemplo a de Daniel Oliveira no Expresso e Miguel Padeiro no Público) é inquestionável que as alterações na demografia dos eleitores de Lisboa se fizeram sentir. Com o aumento vertiginoso dos preços da habitação, várias camadas menos ricas são afastadas da cidade; o peso da população endinheirada na capital aumenta e o voto desloca-se para a direita. Além de quem é expulso da cidade, os recém-chegados à Grande Lisboa tomam cada vez mais os municípios circundantes como opção. Se a isto juntarmos a crescente presença de migrantes estrangeiros, que tendem a participar menos nas eleições, mesmo que todos os pecados da campanha da coligação liderada pelo PS fossem absolvidos, ou que a sua coligação incluísse a CDU, seria difícil imaginar uma vitória da campanha de Leitão.

Enquanto bastante plausível, a conclusão fica a meio caminho. Fica em falta um salto para completar a contabilização. Para os tais eleitores mais inclinados à esquerda que saíram de Lisboa, ou que nunca chegaram a entrar, o destino mais óbvio é fixarem-se nos municípios suburbanos ao redor da capital. Levando esta lógica à letra, era expectável que esse tipo de eleitor, vítima das forças de mercado, sem acesso à habitação alfacinha, reforçaria a tendência de voto à esquerda noutros municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Momentaneamente, os resultados das eleições autárquicas de 2021, com um reforço do PS face à CDU, sem uma queda generalizada da esquerda, validam esta ideia. No entanto, o recente crescimento da direita entre os mais jovens e o comportamento nas últimas eleições autárquicas em vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa fazem com que esta tese não passe pelo teste do tempo.

Para tentar entender este suposto desaparecimento do votante de esquerda incapaz de viver em Lisboa, olharemos para o que se passa ao atravessar as portas de Benfica. Foi aí que aconteceu o resultado que Pedro Passos Coelho descreveu como por “uma unha negra”.

Bastião da esquerda por uma unha negra

A nível autárquico, a Amadora é um município historicamente dominando pela esquerda. De sólidas maiorias de coligações conduzidas pelo PCP, o PS ganhou em 1997 e passou a dominar a política da cidade. Com resultados consistentemente acima dos 40% desde então, a curta vitória em outubro do ano passado quase trouxe o PSD ao poder. O PS manteve o controlo do município por uma vantagem de 2 mil votos, com a coligação liderada pelo PSD a ocupar o segundo lugar. O Chega, com 17% dos votos, tirou o estatuto de terceiro mais votado à CDU. A eleição aconteceu no contexto de transição do titular do lugar de Presidente do Município em 2024, com Carla Tavares, de saída para o Parlamento Europeu, a passar o testemunho a Vítor Ferreira. A acrescentar a isso também podemos citar um PS fragilizado a nível nacional. Ainda assim, surge a queda abrupta dos socialistas (de 43,9% para 33%) e da esquerda em geral (62,3% para 45,4%), níveis comparáveis aos de Lisboa. O influxo de eleitores de esquerda que outrora votariam na capital fica por acontecer; esta ausência aconselha à procura de uma justificação.

Resultados das eleições municipais na Amadora. Em 2025 (esquerda) e em 2021 (direita). Fonte: website CNN Portugal

Quanto ao controlo de Juntas de Freguesias na Amadora, uma supremacia quase total à esquerda foi desfeita. Recuando a 2001 – de eleições que tiveram como rescaldo a demissão de António Guterres para evitar o “pântano político” – o PS colhe vitórias entre todas as freguesias da Amadora, exceto Alfragide. Com uma derrota por curta margem naquela que é talvez a freguesia mais distinta em todo o município, as vitórias socialistas nas restantes são claras, com votações acima dos 40%; com as coligações lideradas pelo PCP a superar muitas vezes as do PSD. Em setembro passado aconteceu o inédito: 34 votos deram a Junta de Freguesia da Venteira ao PSD, local onde o PS tinha ganho em 2021, por 15 pontos percentuais. Vitória essa que não é justificada por uma dispersão de votos à esquerda, dado que os partidos da direita conseguiram conjuntamente mais de metade dos votos. Em contracorrente com o que seria de uma enchente de eleitores de esquerda expulsos da cidade conduzida por Carlos Moedas, estes resultados sugerem o contrário.

O segundo assalto de Suzana Garcia

A candidatura do PSD à Amadora teve particularidades que a distinguem de outras entre o partido. Pela segunda vez, Suzana Garcia foi a candidata dos sociais-democratas à câmara do município. A advogada nascida em Moçambique e com uma passagem na sua infância pela África do Sul do Apartheid fez a escola de comunicação na televisão. Garcia é o produto saído do comentário televisivo de programas matinais, tendo, durante anos, usado o espaço dos programas da TVI para comentar casos criminais com um claro pendor propagandístico. Como o momento que a catapultou para os palcos nacionais, acusou o tom “histérico” com que se estava a abordar o espancamento de um estudante cabo-verdiano até à morte por 15 indivíduos em Bragança.

A escolha da cor azul-escuro na candidatura de Suzana Garcia, distante do laranja do PSD e da AD, próxima das cores do partido de extrema-direita.

Na sua primeira candidatura em 2021, ainda que com um resultado fraco, fazia um exercício semelhante ao de André Ventura, quatro anos antes em Loures, quando ainda militava no PSD. Enquanto Ventura entrou a falar da etnia cigana, o tom da campanha de Garcia ficou montado ao afirmar estar contra “barragens artificiais colocadas à direita que não são colocadas à esquerda.” A candidata do PSD referia-se a admitir coligações com o (ainda pequeno) Chega, durante a liderança de Rui Rio, quando ainda muitas poucas figuras da direita tradicional o faziam. As tensões dentro do próprio partido eram notórias com o PSD da Amadora a lançar um comunicado a repudiar as declarações. Ainda antes disso, a possibilidade da escolha de Garcia gerava desconforto a nível nacional, com José Eduardo Martins, em tempos secretário de Estado pelo PSD, a ironizar que tal possibilidade seria própria do Dia das Mentiras. Mesmo com a retração de Garcia face às declarações sobre acordos com o Chega, a ausência de Rio fez-se notar. No que se seguiu da campanha, Garcia focava-se na segurança, com propostas como uma “super-esquadra” e falava em “ratos do tamanho de coelhos” nas rachas da parede de um centro de saúde.

No interlúdio entre as duas eleições, Garcia continuou a sua carreira televisiva a comentar casos criminais. Como ponto notável, em 2024, dentro do seu registo, insiste em referir o cadastro de Odair Moniz quando discute a trágica morte às mãos da PSP. Chegada à recente campanha autárquica, a que rendeu a quase vitória a Garcia, o seu tom acompanhou e escalou o da política nacional. Como ponto-chave, virou-se para o bairro da Cova da Moura, sobre o qual afirmou “vamos erradicar aquilo tudo”. O vídeo lançado nas redes sociais, onde aparecia com uma máquina de obras não deixava dúvidas: Garcia mostrava-se mais interessada em destruir do que construir novas habitações que substituam as que existem.

Os atritos com o restante PSD, agora no governo, foram de novo visíveis. O ministério das Infraestruturas desmentia um acordo anunciado por Garcia para a demolição de habitações na Cova da Moura. Ainda assim, a relação da candidata com o seu partido era bem mais amigável do que na eleição anterior. Apesar do desmentido, o ministro Miguel Pinto de Luz, em conjunto com a deputada Eva Brás Pinto, prestaram uma visita à campanha na sua passagem pelo bairro em questão. Além disso, Garcia era premiada com um dos poucos endossos prestados nesta campanha por Pedro Passos Coelho, candidato à Câmara Municipal da Amadora em 1997.

Mesmo somando a segunda derrota eleitoral consecutiva, Garcia sabe ter razões para estar otimista face ao futuro. A comentadora televisiva ganhou na freguesia da Venteira por uma margem de 2,5 pontos percentuais (cerca de 300 votos), uma vitória mais confortável do que o candidato do PSD a presidente da Junta de Freguesia. Em Alfragide e nas Águas Livres, Garcia perdeu por margens curtíssimas – novamente, com uma votação superior aos seus candidatos para a Junta. A tendência, especialmente na franja sul do município, que se junta ao facto de a direita ter conseguido conquistar mais de metade dos votos, podem fazer a comentadora televisiva sonhar com outro desfecho em 2029. Uma das peças fundamentais para tal, será a atuação de João Pica, o recentemente eleito presidente da Junta de freguesia da Venteira.

Captura de ecrã de vídeo da campanha de Suzana Garcia

A República da Amadora Sul

João Pica, a partir da Venteira, é muito provavelmente o presidente de uma Junta da grande Lisboa com mais visibilidade desde as eleições de outubro. Fechada a eleição, Pica mostra os contornos do que é a governação da Amadora pelo PSD realmente existente, parte da plataforma de Suzana Garcia. Como ato notável, ainda em 2025, a Junta de Freguesia da Venteira saltou para os noticiários nacionais quando passou a restringir o atendimento a imigrantes ao uso do português. Depois, numa “ação de fiscalização” da PSP no centro comercial Babilónia em dezembro passado, com contornos semelhantes à infame intervenção no Martim Moniz em 2024, Pica assumia o lugar de “acompanhante” e, atribuindo a si mesmo papéis inéditos para uma Junta de Freguesia afirmava que “estas ações não serão pontuais: serão recorrentes, firmes e determinadas, até que a tranquilidade e o respeito pela legalidade estejam plenamente assegurado”.

As sementes do sucesso da candidatura de Garcia e companhia parecem estar na agenda anti-imigrantes. Essa conclusão coincide com uma grande fatia da população imigrante e descendente de na Amadora e restante linha de Sintra. Ainda assim, devemos procurar outras respostas para responder aos porquês dessa popularidade acontecer agora num município em que a imigração não é uma novidade dos últimos anos. Ainda mais do que isso, devemos colocar em causa porque esta quase vitória aconteceu na Amadora, indo além dos estereótipos que a própria Garcia coloca sobre o município. Crucialmente, tal acontece quando o suposto fluxo de “expulsos” de Lisboa deveria estar a trazer população inclinada a votar à esquerda para o concelho.

O que não parece ser uma coincidência, com contrastes nas partes que a compõem, é que a Venteira agora nas mãos do PSD é a freguesia da Amadora com melhores acessos por transportes públicos a Lisboa, essencialmente através da sua malha ferroviária. A freguesia governada por Pica contém a interface da Reboleira, que acumula a última estação de metro da Linha Azul com uma estação da linha de Sintra. Numa extremidade norte da freguesia também conta com a estação da Amadora. Os censos de 2021, apesar de refletirem a realidade de há cinco anos, confirmam a importância para o dia-a-dia dos residentes. Cerca de 20% dos residentes usam com frequência o metro ou o comboio como principal meio de transporte para o local de trabalho ou estudo, a taxa mais alta dentro da Amadora. Dentro daqueles que trabalham e estudam em Lisboa, os diferentes tipos de transporte ferroviário representam o meio de transporte preferencial para 40% da população. Assim, para quem procura um lugar onde viver com transportes públicos diretos para o centro de Lisboa, esta constitui uma das possibilidades mais em conta. Em tempos de subidas, que deixam boa parte do imobiliário de zonas de Lisboa fora do alcance de muitas carteiras, é aqui que se encontra a última fronteira. Depois desse limiar, o metro passa a estar longe, deixando como única possibilidade a congestionada linha de Sintra.

A vitória eleitoral de Suzana Garcia não é o único elemento de interesse na freguesia da Venteira. O peso eleitoral do Chega abaixo da média do município, a prestação acima muito da média da Iniciativa Liberal, e do Livre em menor escala, sugerem uma forte presença de um eleitor mais jovem e diplomado em busca de um lugar com bom acesso aos empregos de Lisboa e Oeiras.

Indo além dos transportes públicos e da Venteira, devemos virar os olhos para a freguesia do Bairro da Cova Moura. Na Águas Livres – onde o PSD teve outra quase vitória -, encontramos a estação da Damaia, também parte da linha de Sintra, mas vemos mais elementos, em especial onde a ferrovia não chega. O New in Amadora — lançado em 2024 para promover entretenimento e lazer no concelho — sinaliza uma Damaia em mudança. Um artigo do ano passado destaca um restaurante com nome em inglês, que admite não ser “um restaurante que dê para vir todos os dias almoçar, porque ninguém pode almoçar todos os dias por 25€” e “que nem parece que fica na Damaia”. Aberto em 2019, o estabelecimento fica no Parque do Neudel, ao lado de “prédios amarelos e rosa recentes” que “revelam qualidade de construção, garagem e uma uniformidade arquitetónica pouco habitual nesta zona”. Como referência de localização surge a proximidade ao IC19, deixando a zona às portas de Lisboa.

Os prédios da zona a que o artigo se refere são a Urbanização do Neudel que, tal como aludido, tem um urbanismo que seria mais sugestivo de zonas nobres de Lisboa ou de municípios suburbanos mas afluentes, como Oeiras. Neste, tal como em vários projetos em marcha na Amadora, o segmento aproxima-se do luxo. O ponto de tensão nos últimos dias entre os municípios de Oeiras e da Amadora, descrita por Isaltino Morais como uma “invasão“, reside neste tipo de construção, que tenta tirar partido da proximidade à Serra de Carnaxide. Enquanto a denúncia de uma construção “para ricos” ser tentadora, é nas dinâmicas de partilha do espaço público, sintetizadas na mobilidade, que se encontram as grandes falhas do novo urbanismo que popula a Amadora. Toda esta construção acontece sem um plano de transportes públicos que a integre na malha da ferrovia da Grande Lisboa e mitigue os inevitáveis custos do crescimento urbano. Nesta ausência, por defeito, a deslocação é para ser feita com o automóvel individual, congestionando as vias existentes.

O aumento da popularidade da Amadora e respetivas tensões são confirmadas pelo crescimento populacional: entre 2021 e 2024, a população aumentou na casa dos 4,2% (um aumento de 7.200 residentes), superior ao crescimento nacional e da Grande Lisboa. Na mobilidade, a Amadora sofre duas dinâmicas gémeas. Por um lado, as zonas mais antigas, com acesso a transportes públicos, vivem uma corrida pela última fronteira de mobilidade pública viável. Nesse espaço, é amplificada uma economia política de escassez que chega às “classes médias jovens”. Quem antes teria diversas escolhas, entre várias zonas de Lisboa, é colocado em competição pelo espaço com uma população já residente, muitas vezes percepcionada como externa: os imigrantes atuais e os descendentes de vagas anteriores. Na disputa do espaço público, com o seu epicentro nos transportes públicos lotados na hora de ponta, a criação de um outro, um opositor, surge como uma via política tentadora.

Na outra camada, há quem se afaste (e seja afastado) da premissa de uma rotina de deslocações feita à base de transportes públicos. O uso exclusivo do carro surge como opção natural, tirando partido da curta distância entre a Amadora e zonas centrais de Lisboa, amplamente servida por acessos rodoviários. A Lisboa acrescentam-se os parques empresariais no município de Oeiras, omissos em transportes públicos de qualidade, do Tagus Parque à zona de Miraflores. Vivendo em subúrbios semi-fechados e dependentes do transporte particular, por natureza, o sentido político destas camadas vai-se mutando.

Construir Oeiras Norte

Grande parte do povo político lesado dos preços proibitivos de Lisboa parece fazer uma transformação dupla. Quando passam a fronteira do município de Lisboa, a economia política dos subúrbios faz com que as suas cores políticas também se alterem, inclinando-os mais à direita. O projeto de Garcia e Pica de “erradicar”, quase inalterado entre 2021 e 2025, alimenta-se do atrofio urbano, que combina o galope dos preços da habitação, o aumento do congestionamento rodoviário e a fraca disponibilidade de transportes públicos. Desenha-se a aspiração de se parecer mais com um concelho vizinho, do qual a própria Amadora já fez parte e com quem hoje partilha uma relação tensa, fruto dessa mesma ambição. No que seria uma nova Oeiras, mais distante do mar, mas mais perto do centro de Lisboa, sobrariam algumas zonas premiadas pelo acesso aos transportes públicos e uma malha de urbanizações onde o carro é rei. Como resultado de facto, será mais expectável um município securitário, rasgado por assimetrias e pautado pelos profundos atritos sociais. Assim, uma fábrica de “povo de direita”, à imagem do Apartheid onde Garcia passou parte da infancia.

De forma caricatural, os outrora jovens residentes de Lisboa, com qualificações e salários acima da média, que preferem a bicicleta ao carro, povo da esquerda adeptos do multiculturalismo, transformam-se facilmente num ávido automobilista, mais preocupado com o preço da gasolina do que com os investimentos em mobilidade verde. Com ordem e segurança no topo das prioridades, vota tendencialmente à direita. Um risco que não ficará circunscrito apenas ao município da Amadora.

Como pano de fundo destas dinâmicas locais, estão os desenvolvimentos do país no pós-Troika, com pedra de toque quando a Geringonça é constituída em 2015. As mudanças na economia portuguesa iniciadas na Troika e aceleradas nos anos de António Costa, com o turismo e imobiliário a assumirem o papel crucial – moldaram a forma como vários chegaram à maioridade. O emprego como uma das grandes bandeiras dos jovens, durante os tempos da Troika, é geracionalmente substituído. Com o pleno emprego na Área Metropolitana de Lisboa, o objetivo passou a ser a busca por zonas que privilegiem a qualidade de vida. No imaginário coletivo dos jovens, a habitação inacessível e os transportes lotados do reinado de Costa representam o grande obstáculo — equivalente ao desemprego, à emigração e aos falsos recibos verdes que marcaram os anos Passos Coelho. Em vez de interpretarem os maiores problemas do seu quotidiano como o resultado de tendências globais e políticas neoliberais — a serem urgentemente combatidas com medidas progressistas —, muitos olham para essas adversidades pessoais como o legado da Geringonça. Para dar mais sentido aos dados eleitorais, e procurar uma plataforma política que ambicione revertê-los, é nessas variáveis que devemos encontrar o sentido.

O municipalismo do PSD da Amadora teria como contrapeso natural uma agenda progressista que coloque o planeamento urbano ancorado nos grandes investimentos em transportes públicos urbanos como uma peça essencial para gerir as tensões inevitáveis do crescimento económico no espaço urbano.

Um balanço crítico que merecerá a atenção da República dos Pijamas no futuro próximo.

(Shifter)