Google Maps melhora pronúncia nativa na Nova Zelândia com inteligência artificial

By | 06/07/2026

Quem já utilizou o sistema de navegação da Google na Nova Zelândia provavelmente reparou que os nomes de algumas localidades soavam incorretos. Para resolver esta questão, e conforme detalhado no Google Blog, a empresa lançou uma nova voz baseada em inteligência artificial desenhada especificamente para os utilizadores da região. A novidade garante uma dicção precisa de locais em te reo Māori, mantendo o habitual sotaque inglês neozelandês.

Colaboração para a preservação cultural

A alteração reflete o peso e a herança do te reo Māori, uma das línguas oficiais do país. Locais icónicos como Taranaki e Whangarei serão agora declarados da forma correta durante a condução. Para atingir este nível de precisão linguística, a tecnológica trabalhou em parceria estreita com a Te Taura Whiri, a Comissão da Língua Māori, e recorreu a dados públicos do conselho geográfico da Nova Zelândia.

Ngahiwi Apanui-Barr, diretor executivo da comissão, destacou que os nomes dos locais carregam histórias que ligam as pessoas às suas conquistas e passado. O executivo sublinhou que o primeiro passo para desbloquear essas narrativas passa precisamente por ouvir e pronunciar corretamente as palavras nativas. Todo o projeto foi desenvolvido com respeito pela soberania dos dados da população local, garantindo que investigadores e comunidades continuam a ter acesso à preservação da sua linguagem.

Atualização chega a todos os sistemas de navegação

A nova voz já começou a ser distribuída globalmente. Estará disponível nas plataformas móveis habituais, como o Android e o iOS, estendendo-se aos sistemas de infoentretenimento dos automóveis, através do Android Auto e Apple CarPlay. Para ativar a funcionalidade, os condutores precisam apenas de alterar o idioma da aplicação de mapas para Inglês (Nova Zelândia).

Para o mercado português, esta evolução tecnológica é um sinal claro de como os sistemas de síntese de voz estão a ficar mais sofisticados no processamento de idiomas paralelos e sotaques regionais. Mostra o caminho para que, cada vez mais, os sistemas de navegação consigam distinguir com naturalidade as variantes locais, um desafio técnico bem conhecido por quem conduz nas estradas de Portugal e frequentemente ouve nomes de vilas e aldeias pronunciados de forma pouco orgânica.

(TT)