Valve garante o desenvolvimento da Steam Deck 2, mas a consola continua a aguardar o chip ideal

By | 17/09/2026

A Valve concluiu recentemente o lançamento da sua linha de hardware de 2026, mas os entusiastas continuam de olhos postos na sucessora da popular consola portátil da marca. Segundo avançou o IGN numa recente entrevista, a empresa confirmou o desenvolvimento da nova versão da Steam Deck, reiterando que a atual escassez no mercado de componentes não teve um impacto significativo nos planos para a futura geração.

Durante a conversa, Pierre-Loup Griffais, designer da Valve, explicou que a equipa continua a avaliar a melhor abordagem para o momento e a forma de entregar a nova consola aos jogadores. Com o lançamento recente de equipamentos como o Steam Controller, a Steam Machine e o novo headset de realidade virtual Steam Frame, o foco estratégico da fabricante para o gaming portátil parece agora depender mais da tecnologia disponível do que de uma mera decisão comercial.

O desafio da eficiência energética

A postura da Valve tem sido consistente ao longo dos últimos anos: a nova iteração da consola portátil só vai acontecer quando a empresa encontrar o processador adequado. O sucesso do primeiro modelo baseou-se num equilíbrio apurado entre o preço, o desempenho e a duração da bateria. A marca deixou claro que não pretende sacrificar o consumo energético em troca de melhorias exclusivas na performance gráfica.

Já em 2023, Griffais sublinhou a importância de garantir um salto geracional evidente para justificar o novo hardware. Na altura, o responsável admitiu que as limitações físicas da tecnologia poderiam atrasar esse avanço em alguns anos. Apesar de a equipa ter revelado recentemente estar focada no projeto, o silêncio quanto a datas de lançamento gerou apreensão junto da comunidade, especialmente devido à atual crise nas memórias RAM no mercado tecnológico, conhecida como “RAMageddon”.

O impacto da escassez no mercado

Questionado diretamente sobre o impacto da atual falta de hardware no desenvolvimento da nova consola, Griffais foi perentório ao afirmar que essa realidade não alterou de forma substancial o pensamento da Valve. Esta posição indica que a fabricante pode estar a aguardar que a cadeia de abastecimento de silício se estabilize antes de avançar para a fase final do projeto.

A crise de componentes tem deixado marcas nos lançamentos mais recentes da indústria, incluindo nos próprios equipamentos da Valve. O objetivo inicial da empresa passava por apresentar o headset Steam Frame a um preço significativamente mais acessível, mas as negociações agressivas em torno da memória RAM acabaram por fixar o valor final nos 1.059 dólares.

O grande obstáculo para a Steam Deck 2 reside agora na identificação do processador do futuro. A arquitetura da consola será desenvolvida em torno dessa peça central. Embora soluções recentes, como o chip Panther Lake da Intel presente na MSI Claw 8 EX AI Plus, representem uma aproximação ao salto geracional ambicionado, os custos proibitivos destas alternativas descartam a sua utilização num modelo de massas. A Valve continua a analisar o progresso de marcas como a Intel, AMD e Qualcomm, aguardando pela inovação que consiga entregar o desempenho desejado a um custo equilibrado.

(TT)