A Apple agravou os preços de grande parte do seu hardware em junho de 2026, com o MacBook Pro M5 de 1 TB a sofrer um aumento acentuado na ordem dos 300 €. A justificação prende-se com a crise no mercado dos componentes e a atual escassez global de memória RAM. Sem perspetivas de alívio a curto prazo, os consumidores são agora forçados a decidir se suportam o valor premium ou se procuram outras opções.
Para a realidade portuguesa, onde a carga fiscal já tende a inflacionar os valores base, este aumento torna a decisão de atualização mais pesada. A alternativa recai em aguardar pelos próximos lançamentos tecnológicos da marca.
O fator MacBook Ultra e os ecrãs táteis
Os eventos anuais de outono da empresa servem habitualmente de palco para grandes inovações, e a expectativa para este ano centra-se no rumorejado MacBook Ultra. Analistas apontam que este portátil deverá introduzir, pela primeira vez nesta categoria, um ecrã tátil OLED. Esta é uma alteração profunda que a comunidade pede há muito tempo e que promete transformar a interação diária com o sistema.
Apesar de o MacBook Ultra partilhar supostamente os chips M5 Pro e M5 Ultra, as gerações futuras deverão integrar os novos processadores M6, seguidos pela versão M7 com foco reforçado em inteligência artificial a partir de 2027. O novo portátil com ecrã tátil terá, inevitavelmente, um custo elevado. Contudo, face aos valores recorde que o MacBook Pro M5 atingiu, a versão Ultra poderá entregar mais vantagens práticas pelo dinheiro investido.
Decisão de compra e opções mais acessíveis
Se o portátil atual ainda dá resposta em processamento de texto, navegação e edições leves, a estratégia mais sensata é adiar a compra. Adquirir o MacBook Pro M5 no seu pico histórico de preço acarreta o risco de desatualização prematura assim que os modelos com ecrã OLED chegarem às lojas.
Quando a troca do equipamento é inadiável, a descida na linha de especificações revela boas surpresas. Versões de gerações passadas, como o MacBook Pro M4 ou mesmo o M2, surgem frequentemente em campanhas de liquidação (com o M2 Pro a encontrar-se perto dos 1.599 € em alguns retalhistas internacionais).
As linhas mais acessíveis também sofreram ajustamentos, mas mantêm o interesse. O MacBook Air subiu 200 €, embora ainda se encontre disponível abaixo dos 1.500 €. O MacBook Neo, desenhado para estudantes e exigências básicas, sofreu um agravamento mínimo de 100 €, fixando-se ainda abaixo da marca dos 700 € — um valor muito inferior ao exigido pelo MacBook Pro M5 de 14 polegadas. Avaliações recentes demonstram que o Neo oferece um rácio de desempenho que supera de forma clara grande parte dos portáteis Windows na mesma faixa de preço dos 600 €.
Optar por uma destas alternativas pode satisfazer a necessidade imediata de upgrade sem exigir o compromisso financeiro drástico do atual topo de gama.
(TT)
