Microsoft agrava preços das licenças OEM do Windows 11 e pressiona mercado de computadores

By | 13/08/2026

A subida nos preços dos computadores ganha um novo fator de pressão financeira com o encarecimento do software pré-instalado de fábrica. Segundo avançou o United Daily News, a Microsoft aumentou as taxas cobradas aos fabricantes de computadores pelas licenças OEM, acrescentando custos a uma indústria já afetada pela escalada dos componentes de hardware.

O ajuste nos valores entrou em vigor em julho, com executivos do setor a confirmarem subidas médias entre 7% e 10%. Este agravamento representa um salto expressivo face aos anos anteriores, em que os ajustes no custo das licenças se fixavam habitualmente em percentagens de um único dígito.

Aumento nas licenças varia conforme o processador

A subida aplicada pela empresa não é uniforme para todos os sistemas. Os valores das licenças variam consoante a configuração do processador do computador, o que significa que equipas munidas de processadores de gama alta enfrentam custos de licenciamento diferenciados.

O ecossistema do Windows 11 distribui-se por vários canais de comercialização, incluindo o formato pré-instalado pelos fabricantes (OEM) e o licenciamento comercial, que opera sob uma estrutura própria. No ambiente empresarial, as opções atuais abrangem atualizações para a versão Pro e subscrições Enterprise E3 e E5, que assentam sobre licenças Pro válidas. Esta alteração surge numa altura em que a tecnológica norte-americana também anunciou o fim do ciclo de vida da edição Windows 10 LTSC e os preços para o programa de atualizações de segurança alargadas (ESU).

Pressão acrescida num mercado em dificuldades

A subida do custo das licenças adiciona uma camada de complexidade aos preços finais praticados pelas marcas. Embora os componentes físicos — como memórias RAM e unidades SSD NVMe de 4 TB — tenham contribuído de forma mais drástica para o encarecimento recente dos computadores, a margem de manobra dos fabricantes fica ainda mais reduzida.

Como seria de esperar na dinâmica comercial, a transferência do custo acrescido para o consumidor final acaba por acontecer de forma natural. Fabricantes como a Dell, a Asus e a Acer já tinham sinalizado em dezembro de 2025 a intenção de ajustar os preços dos seus equipamentos, confirmando a tendência de subida num mercado global que continua a enfrentar desafios de recuperação.

(TT)