O ecossistema de inteligência artificial da Google continua a crescer com a disponibilização alargada do Gemini Spark, o assistente com capacidades agênticas apresentado na última conferência de programadores I/O. De acordo com o detalhado na página de suporte oficial da Google, esta ferramenta está a chegar a mais subscritores, deixando de fora quem utiliza a versão gratuita da plataforma. A expansão foca-se nos planos premium, mas traz limitações geográficas severas nesta fase inicial.
Nos Estados Unidos, o Spark fica acessível para todos os membros que pagam a subscrição Google AI Pro, com um custo de 20 dólares mensais (cerca de 18,50 €). No mercado global, a novidade chega aos clientes do plano Google AI Ultra, cujas mensalidades variam entre os 100 e os 200 dólares (aproximadamente 92 € a 185 €). Contudo, os utilizadores residentes no Espaço Económico Europeu (EEE), na Suíça, no Reino Unido e na Nigéria foram excluídos desta vaga de lançamento, permanecendo sem acesso imediato à tecnologia.
Automatização profunda no Workspace
O assistente baseia-se no modelo Gemini 3.5 e funciona de forma integrada nas aplicações do ecossistema Workspace. Para delegar tarefas, basta aceder à secção dedicada ao Spark através da barra lateral no computador ou através do menu em dispositivos móveis. A partir desse painel, o utilizador pode introduzir instruções textuais diretas para que o assistente execute ações de forma autónoma.
Entre as funções práticas disponíveis, destaca-se a capacidade de analisar a caixa de correio eletrónico e o calendário todas as manhãs para criar um resumo de prioridades diárias. O Spark também consegue gerar rascunhos de resposta automáticos assim que chegam mensagens de remetentes específicos ou sintetizar trocas de e-mails longas em tópicos essenciais.
Produtividade baseada em documentos e relatórios
A utilidade estende-se à criação de relatórios detalhados no Google Docs, onde a inteligência artificial consegue cruzar dados vindos de notas de reuniões e de e-mails recebidos. A tecnológica aconselha os novos utilizadores a verificar a compatibilidade do sistema com o suporte para os respetivos idiomas locais.
Esta decisão reforça a estratégia da empresa em rentabilizar as suas ferramentas mais avançadas através de barreiras de pagamento, numa altura em que os lançamentos no mercado europeu enfrentam habitualmente prazos diferentes devido à conformidade com as regras locais de proteção de dados.
(TT)
