A rede social X (antigo Twitter) e a xAI anunciaram recentemente uma série de mudanças estratégicas nas suas plataformas. O objetivo das tecnológicas lideradas por Elon Musk passa por alargar a abertura e a colaboração no desenvolvimento das suas ferramentas de engenharia e inteligência artificial.
As novidades foram confirmadas através de uma publicação na conta oficial da SpaceXAI na própria rede social, destacando os novos caminhos para os serviços da marca.
Grok Build passa a ser open-source
No campo do desenvolvimento tecnológico, a xAI avançou com a abertura do código do Grok Build. A empresa disponibilizou publicamente o repositório Git focado na interface de linha de comando (CLI) da plataforma, permitindo que programadores externos possam auditar, colaborar e otimizar o ecossistema.
A par desta transição para o formato aberto, a empresa removeu os limites de utilização do chatbot Grok para todos os utilizadores do serviço. O movimento surge numa altura em que se conhecem mais detalhes sobre o modelo Grok 4.5 e em que engenheiros das divisões Starship e Starlink, da SpaceX, foram integrados nos trabalhos de desenvolvimento das futuras versões do assistente digital de IA.
X firma compromisso com a Comissão Europeia
Para responder às exigências regulatórias do Velho Continente, a plataforma X celebrou um acordo formal com a Comissão Europeia. O plano visa adequar a rede social aos parâmetros da Lei de Serviços Digitais (DSA), com um foco especial no reforço da integridade e transparência da publicidade online.
A plataforma terá um prazo de seis meses para introduzir novas ferramentas de auditoria e monitorização. Entre as medidas acordadas estão a inclusão de filtros de pesquisa avançados, o acesso facilitado via API e a exibição direta de métricas publicitárias na interface, eliminando o habitual processo de exportação de planilhas de dados.
Adicionalmente, o X garantiu o fornecimento gratuito de dados públicos para investigadores independentes elegíveis, com o compromisso de agilizar os prazos de análise dos pedidos e assegurar volumes de informação adequados para a realização de estudos académicos ou de mercado. A implementação destas melhorias será validada por uma auditoria externa obrigatória e independente.
(TT)
