Capaz de atingir os 450 km/h, o “Flying Sword” usa uma lâmina afiada capaz de aplicar golpes devastadores com base em puro impacto cinético. Desenvolvida no Reino Unido, este conceito poderia ser facilmente replicado por grupos terroristas e criminosos, colocando um novo desafio aos sistemas de defesa.
O drone que se vê na imagem acima chama-se, em tradução livre, “Espada Voadora“. Não transporta explosivos, mas não é um drone de reconhecimento.
É um drone de ataque — que, a 450 km/h, armado apenas com lâminas afiadas na sua proa, e sem um grama de explosivos, é capaz de infligir danos letais em qualquer inimigo, de um governante incómodo a um soldado de infantaria, ou o piloto de um helicóptero.
A sua rapidez torna esta máquina de terror extremamente difícil de interceptar. Usa impacto cinético puro para neutralizar os seus alvos através de colisões a altíssima velocidade, funcionando literalmente como uma bigorna supersónica que atravessa a matéria à base de força bruta, diz o El Confidencial.
O “Flying Sword” foi criado pela britânica ShadowBreak International, inspirado nas brutais adaptações vistas na guerra da Ucrânia, onde as tropas de ambos os lados têm usado o improviso com grande sucesso — de prender munição anticarro a drones comerciais até montar diretamente arpões, lanças e tridentes físicos nos seus chassis
Deixou agora de ser um mero conceito marginal para a indústria de defesa, e parece estar em condições de marcar posição na guerra do futuro.
Samuel Cardillo, o CEO da empresa, publicou recentemente no X um vídeo de testes realizados em Victoria, na Austrália, onde a arma dilacera “mortalmente” um manequim de um humano.
Os efeitos sonoros ajudam, mas é arrepiante. O aparelho funciona como uma arma de precisão com um alcance de vários quilómetros. Lançado a 8 km de distância, o engenho colide contra o seu alvo em exatamente um minuto, voando rente ao solo para se tornar praticamente invisível aos radares.
Para assegurar o impacto a essa velocidade, os engenheiros implementaram três sistemas de orientação: pilotagem manual, um controlo autónomo terminal (um cérebro digital que atua como um sabujo eletrónico a perseguir a silhueta inimiga por conta própria nos últimos segundos) e uma ligação por fibra ótica.
Este último método desenrola um cordão umbilical de vidro durante o voo, tornando a máquina totalmente imune aos equipamentos de interferência eletrónica.
A equipa da ShadowBreak optou por uma estrutura rígida após descartar um design de lâminas dobráveis semelhante ao do AGM-114 Hellfire R9, míssil norte-americano de 100.000 dólares e 45 kg popularmente chamado “bomba ninja” porque está armado com afiadas lâminas metálicas desdobráveis — concebidas para retalhar uma pessoa sem, em teoria, causar danos colaterais.
A Espada Voadora procura o mesmo efeito, mas a uma fração do preço do Hellfire.
O grande calcanhar de Aquiles da Espada Voadora é a sua autonomia: 4 minutos de voo contínuo. A ShadowBreak está a trabalhar para que o modelo de produção atinja entre 8 e 15 minutos de bateria. O projeto acaba de entrar agora em fase de testes públicos, não se sabendo ainda quando estará disponível.
Sabe-se, sim, que está a ser desenvolvida uma variante com ogiva explosiva que atuará como um falcão mecânico, que dá voltas no céu à espera do seu momento para se lançar sobre a presa.
Mas… Houston, temos um problema. Este este tipo de armas não vai chegar apenas aos arsenais do Pentágono, e afins. É apenas uma questão de tempo até que uma arma como a Espada Voadora chegue às mãos de qualquer pessoa, abrindo uma brecha de segurança massiva não só a nível militar, como também criminal.
Segundo Robert Bunker, investigador da C/O Futures LLC, que tem estado a documentar exaustivamente o uso de drones comerciais por organizações criminosas, já existe uma grande vulnerabilidade nas nossas infraestruturas, mas estas armas abrem ainda mais o campo aos ataques pessoais e aos assassínios.
“Um grupo criminoso ou de qualquer outro tipo pode causar enormes danos com drones exclusivamente cinéticos, sobretudo porque também podem ser usados para atacar a aviação comercial, algo que é uma questão de pura física aplicada”, diz Bunker à Forbes.
“Mais massa e velocidade significam mais danos”, afirma Bunker, sublinhando que “os drones têm mais massa e velocidade do que os pássaros, sendo capazes de causar mais danos nas cabinas ou perfurarar as asas dos aviões de passageiros”, nota Bunker.
Já não bastavam os ataques de spoofing aos sistemas GPS dos aviões…
(ZAP)
