O robô que substitui humanos nas tarefas de alto risco já está a trabalhar (e a ser explorado)

By | 17/04/2026

Por receber energia contínua, pode operar sem parar 24 horas por dia, sete dias por semana. Avanço foi anunciado na China.

O suposto primeiro robô humanoide com “inteligência incorporada”, concebido para executar tarefas industriais de alto risco, já está a trabalhar.

O avanço foi anunciado na China. O sistema foi desenvolvido para atuar em contextos como a construção e manutenção de tanques de armazenamento químico, e promete acelerar a substituição de trabalhadores humanos em ambientes perigosos.

Com cerca de 90 quilos, o robô distingue-se por combinar uma estrutura móvel com um tronco superior humanoide, o que lhe permite trabalhar em superfícies verticais. Para tal, recorre a uma base magnética com rodas, capaz de aderir às paredes e de se deslocar com estabilidade em estruturas inclinadas ou verticais.

A configuração torna-o apto para tarefas que, até agora, exigiam frequentemente trabalho em altura e exposição humana a substâncias perigosas ou condições adversas, explica a televisão chinesa CGTN.

Ao contrário de gerações anteriores de robôs do género, normalmente limitados a uma única função repetitiva, esta nova máquina terá sido concebida como uma plataforma multifunções. Poderá desempenhar soldadura de precisão, remoção de ferrugem, lixagem e inspeções de rotina.

Segundo a informação divulgada pelo canal, o robô dispõe de 15 graus de liberdade e dois braços, aproximando-se ao máximo da flexibilidade de movimentos humanos. Também tem um sistema de inteligência artificial (IA) treinado com 100 mil horas de dados, para perceber o meio envolvente, adaptar-se a cenários e melhorar progressivamente, com a experiência.

O projeto inclui ainda um sistema de alimentação por cabo, pensado para ultrapassar as limitações energéticas dos robôs móveis convencionais. Em vez de depender de baterias, a máquina recebe energia contínua: pode operar sem interrupção durante 24 horas por dia, sete dias por semana, sem paragens para recarga.

Os testes decorreram numa grande instalação de armazenamento químico e apontam para um possível uso futuro em estaleiros navais, refinarias e outras infraestruturas pesadas.

O Estado chinês tem investido cada vez mais no mercado dos humanoides, que poderá atingir 7,5 biliões de dólares até 2050, segundo o Interesting Engineering.

(ZAP)