O Irão encontrou outra maneira de lançar o caos

By | 27/03/2026

Centros da Amazon já foram atacados. Google e Nvidia sob ameaça. É o risco de ter infraestruturas do género naquela zona.

O Irão tem mais um alvo: tecnologia. Centros de grandes empresas tecnológicas no Médio Oriente. É uma forma de lançar o caos, resume o Público.

Os ataques e ameaças do Irão contra infraestruturas tecnológicas naquela região estão a expor uma vulnerabilidade crescente das grandes plataformas de computação em nuvem e das cadeias de fornecimento digitais.

Alvos: instalações e escritórios de Amazon, Google, Microsoft, Nvidia, Oracle, IBM e Palantir, considerados por Teerão parte de uma “infraestrutura tecnológica inimiga” – por ter ligações a projetos de inteligência artificial, cloud e apoio a entidades militares ou governamentais de Israel e EUA.

A agência iraniana Tasnim, próxima do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, divulgou uma lista com cerca de 30 locais tecnológicos na região que poderão ser visados, incluindo ativos no Dubai, em Abu Dhabi e em Telavive.

A justificação: várias destas empresas asseguram serviços centrais de computação, armazenamento de dados e desenvolvimento de sistemas de IA.

O caso mais sensível é o dos centros de dados, já que a sua destruição ou interrupção pode propagar perturbações muito para lá da zona de conflito, destaca o Euronews.

Aliás, logo nos primeiros dias da nova escalada da guerra, três centros de dados da Amazon – nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein – foram atacados pela Guarda Revolucionária do Irão.

Estes ataques afetaram serviços cloud e aplicações empresariais e financeiras; e recordaram o risco de ter grandes infraestruturas de computação na região, que se podem transformar rapidamente em alvos militares e estratégicos.

Ao mesmo tempo, especialistas em cibersegurança alertam para um agravamento paralelo da frente digital.

No IT Security, a ESET (empresa de soluções de antivírus e cibersegurança) lembra que os ataques cibernéticos podem agravar-se. E os grupos alinhados com o Irão são dos mais ativos e sofisticados a nível global: misturam ataques visíveis (defacement e DDoS) com operações de espionagem, sabotagem e disrupção. E ataques mais ruidosos podem servir de distração para ataques mais discretos.

Os alvos podem não ser só Google, Amazon ou Nvidia: também podem ser fabricantes, operadores de infraestruturas críticas e empresas dependentes de fornecedores ou serviços cloud que estejam no Médio Oriente.

(ZAP)