Projeto de João Gaspar Cunha perspetiva uma nova geração de parceiros robóticos neuroadaptativos.
João Gaspar Cunha é estudante de doutoramento em Engenharia Eletrónica e de Computadores da Universidade do Minho.
Desenvolveu um robô, num estudo intitulado “The neuroevolution of collaborative decision-making in robotic assistants”. E foi Darwin que inspirou o “cérebro” do seu robô.
O projeto recorre a um algoritmo evolutivo, inspirado na teoria da evolução de Charles Darwin, para gerar automaticamente o “cérebro” do robô.
O sistema não é programado ou treinado diretamente – evolui arquiteturas internas, selecionando progressivamente as mais eficazes para a colaboração com humanos.
“No início, são geradas estruturas simples e pouco funcionais, que vão sendo refinadas ao longo do processo evolutivo até emergirem comportamentos colaborativos e complementares que pretendemos. Desta forma, o robô passa a decidir quando deve agir, quando deve complementar a ação humana e quando deve permanecer inativo, permitindo uma colaboração mais natural em tarefas partilhadas”, descreve João Gaspar Cunha, em comunicado enviado ao ZAP.
A investigação tem em vista uma nova geração de parceiros robóticos neuroadaptativos, capazes de colaboração fluida e semelhante à humana.
O projeto aplica princípios da neuroevolução e da teoria de campos dinâmicos neuronais para criar sistemas adaptativos e interpretáveis, capazes de decidir quando ajudar e quando agir de forma autónoma em tarefas partilhadas, explica o autor.
O jovem de 28 anos tem participado em congressos e com artigos em revistas científicas internacionais. Agora foi premiado, graças a este estudo: conquistou o “Best Innovation in HRI NeuroDesign Award”, na conferência internacional “IEEE RO-MAN”, realizada nos Países Baixos. O galardão distingue projetos pioneiros na interação humano-robô.
(ZAP)
