Não é só guerra e vídeos no Instagram. Também há drones especialistas em recolher jatos de baleias. Ou em limpar janelas gigantes.
Os drones já se tornaram os melhores amigos de fotógrafos, influencers… e até agricultores. Mas a verdade é que esta inocente tecnologia (hoje já muito associada à guerra) já foi desenvolvida muito além de bonitas imagens aéreas e já está a ser usada em situações que parecem saídas de um filme de ficção científica.
Alguns modelos estão a levar a criatividade humana a novos patamares. Nem tudo tem de ser sobre Defesa. Eis cinco drones que fazem coisas inesperadas e que mostram como o futuro pode ser bem mais estranho e divertido do que por vezes imaginamos.
1. “Placa de Petri voadora”
Sim, existe um drone dedicado a recolher o jato de ar que as baleias libertam quando vêm à superfície.
O SnotBot, criado pela Ocean Alliance, baseia-se num DJI Inspire modificado para funcionar como uma “placa de Petri voadora”: sobrevoa o oceano, espera que a baleia suba e recolhe material biológico sem stress para o animal e sem risco para os investigadores.
Antes, os cientistas tinham de se aproximar em embarcações de maiores dimensões e recorrer a métodos mais invasivos; com este drone, tudo é mais rápido, mais barato e mais seguro.
2. O “limpa-janelas”
Subir dezenas de andares, suspenso por cabos, para lavar janelas? Não! Isso é coisa do passado.
O Aerones Heavy Lift é capaz de transportar equipamento pesado e disparar jatos de água a alta pressão. É usado para limpar arranha-céus, fachadas e até painéis solares em locais de difícil acesso. Por estar ligado ao solo por um cabo, tem água e energia praticamente ilimitadas.
3. Drone skydive leva humanos ao céu
A Aerones decidiu ir além da limpeza e criou um drone grande o suficiente para levantar uma pessoa. O modelo AD28 tem 28 hélices e foi usado no primeiro drone skydive da história.
O drone elevou um paraquedista a cerca de 300 metros de altitude — e este simplesmente saltou. A tecnologia por trás desta solução foi pensada para o resgate de vítimas em edifícios em chamas.
4. O novo fogo-de-artifício
Se já viu aqueles espetáculos gigantes com centenas de drones a formar figuras no céu, é provável que tenha assistido ao trabalho dos Intel Shooting Star.
Estes drones são leves, programáveis e foram concebidos especificamente para criar coreografias aéreas com luzes coloridas. Já brilharam em eventos como o Super Bowl, a Disney e os Jogos Olímpicos.
São muito mais ecológicos e silenciosos do que o fogo-de-artifício tradicional e conseguem formar praticamente qualquer desenho — de logótipos a personagens.
5. A torre celular
Criado por investigadores da Universidade do Norte do Texas, o Aerial Deployable Communication System funciona como uma “antena voadora”. A ideia é que, em desastres naturais, quando as torres caem, o drone possa subir transportando um transmissor que devolve o sinal de telemóvel à região.
Com estes exemplos, percebe-se que os drones deixaram, há muito, de ser apenas brinquedos tecnológicos: hoje recolhem dados, salvam vidas e limpam edifícios.
(ZAP)
