Um protótipo do Thunderbird, da Max Space, poderá ser lançado já em 2027. A estação espacial proposta pela startup norte-americana, com uma distintiva estrutura expansível, poderá ser colocada em órbita com um único lançamento.
A startup norte-americana Max Space anunciou planos para lançar, até 2027, um protótipo da sua estação espacial comercial, com o objectivo de testar uma tecnologia de habitat expansível que pretende reduzir o número de viagens necessárias para construir um laboratório orbital.
O Thunderbird é uma estação espacial de um único módulo, concebida para expandir, já em órbita, até um volume final que pode atingir os 350 metros cúbicos.
Em vez de exigir múltiplas missões para montar um conjunto de módulos, toda a estação Thunderbird poderá ser acondicionada no interior de um foguetão Falcon 9, da SpaceX, e lançada numa só missão.
Segundo avançou o SpaceNews, a Max Space revelou esta semana que um pequeno protótipo da estação, baptizado Mission Evolution, deverá ser lançado a bordo de uma missão de “ride-share” da SpaceX no início de 2027.
A missão irá testar o sistema de protecção contra detritos orbitais, bem como o sistema de controlo ambiental e de suporte de vida.
A Max Space foi fundada em 2023 com o propósito de disponibilizar a sua tecnologia de módulos expansíveis para ajudar outras empresas a construir as suas próprias estações espaciais.
Embora, numa fase inicial, a startup não tivesse a intenção de desenvolver uma estação própria, a revisão da abordagem da NASA ao seu programa Commercial Low Earth Orbit Destinations (CLD) levou a uma mudança de rumo.
A agência espacial norte-americana procura alternativas comerciais à Estação Espacial Internacional, cuja retirada está prevista para 2030.
Em vez de contratos de preço fixo com as empresas, a NASA está agora a disponibilizar acordos “Space Act Agreements” mais pequenos, mais acessíveis e com múltiplas fontes de financiamento, destinados ao desenvolvimento e à demonstração inicial de estações espaciais comerciais.
“Ficou bastante claro que era uma oportunidade para apresentarmos uma proposta e demonstrarmos como estes módulos podem ser realmente utilizados para habitação humana”, disse ao SpaceNews o director-executivo da Max Space, Saleem Miyan.
A principal característica que distingue a estação de outros habitats comerciais é a sua estrutura expansível, diferente dos módulos insufláveis.
O Thunderbird usa elementos flexíveis no interior e uma configuração ajustável, que permite à tripulação converter áreas de habitação para outras utilizações — por exemplo, para realizar experiências em órbita baixa da Terra. O sistema poderá ser lançado num veículo de capacidade média, como o Falcon 9.
O Thunderbird foi concebido para acolher permanentemente quatro astronautas, com uma estrutura interior “mórfica” que pode ser reconfigurada pela tripulação para apoiar diferentes actividades a bordo.
A estação comercial poderá ser usada para investigação e também para fabrico em órbita de produtos farmacêuticos e de outros materiais.
A Max Space prevê lançar a estação para a órbita já em 2029. A empresa pretende igualmente adaptar o Thunderbird para servir de habitat a astronautas em missões em torno da Lua e de Marte.
(ZAP)
