ChatGPT Atlas: OpenAI lança browser para destronar Chrome

By | 26/10/2025

Navegador tem o ChatGPT diretamente integrado na pesquisa. Promete cumprir as funções tradicionais de um browser, mas conta com um Modo Agente destinado a substituir o utilizador em determinadas tarefas.

A OpenAI apresentou oficialmente o ChatGPT Atlas, o seu novo navegador de internet que pretende transformar a forma como os utilizadores interagem com a Internet ao integrar diretamente o ChatGPT na experiência de pesquisa.

A versão inicial, disponível desde esta terça-feira para macOS, inclui também uma pré-visualização do inovador “Modo Agente”, um assistente capaz de executar tarefas online de forma autónoma.

O anúncio foi feito pelo fundador e CEO da empresa, Sam Altman, que comparou o lançamento ao impacto que o Google Chrome teve em 2008. O Atlas vai permitir que os utilizadores “conversem com uma página” na Internet, disse.

O Atlas chegará o mais rapidamente possível a Windows e dispositivos móveis, prometeu também o CEO.

Navegador com IA integrada

Com um ecrã inicial que lembra o minimalismo do Chrome — uma barra onde o utilizador pode “Perguntar ao ChatGPT ou digitar um URL” — o Atlas distingue-se, no entanto, pela integração inédita do modelo de linguagem da OpenAI.

O navegador permite aceder a históricos de conversas, alternar entre diferentes versões do ChatGPT e até receber sugestões automáticas como notícias ou tarefas que o navegador pode realizar, explica o ArsTechnica.

A OpenAI destaca que o Atlas inclui as funções tradicionais de um browser — como separadores, favoritos e preenchimento automático —, mas acrescenta uma novidade decisiva: o chat acompanha o utilizador em todo o lado.

Ou seja, é possível procurar entre marcadores ou histórico através de comandos em linguagem natural, abrir um “chat lateral” para fazer perguntas sobre a página em que se está ou até editar um rascunho de e-mail no Gmail diretamente com a ajuda do ChatGPT, sem precisar de alternar entre janelas.

Quando o utilizador faz uma pesquisa curta, o Atlas responde como um modelo de linguagem — apresentando um texto com links embutidos para as fontes. Mas o navegador oferece também separadores com listas tradicionais de resultados, imagens, vídeos ou notícias, semelhantes a um motor de busca convencional.

O Modo Agente, por enquanto disponível apenas para subscritores ChatGPT Plus e Pro, permite executar ações automaticamente com base nas instruções do utilizador.

Os utilizadores podem observar em tempo real as ações do agente — que “clica” em separadores e páginas como um utilizador humano — ou deixá-lo operar discretamente em segundo plano. O modo pode ser ativado manualmente ou sugerido automaticamente pelo ChatGPT quando este deteta uma tarefa que pode ser executada dessa forma.

A OpenAI garantiu que este Agent Mode tem acesso apenas ao interior do navegador, e que respeita a autenticação e o histórico do utilizador, mas sem capacidade para executar código fora das abas abertas. O utilizador pode ainda escolher se cada aba do Atlas está “ligada” ou “desligada” de outros serviços web e usar janelas anónimas para navegação privada.

Abater o Chrome

O lançamento do Atlas acontece num mercado já em crescimento. Navegadores como o Edge da Microsoft, já integram o Copilot, enquanto o Google Chrome prepara novas funções baseadas no Gemini, prometendo capacidades “agenciais” semelhantes. Startups como a Perplexity também apostam em navegadores baseados em IA — e recentemente surpreenderam ao fazer uma proposta de 34,5 mil milhões de dólares pela compra do Chrome, apesar de terem uma valorização de apenas 14 milhões.

A OpenAI também demonstrou interesse em adquirir o Chrome em abril, mas desenvolvimentos legais recentes em casos de concorrência tornam essa hipótese improvável.

Segundo a Reuters, que já haviam revelado planos da OpenAI para um navegador, a criação do Atlas representa uma oportunidade estratégica: permitir à empresa recolher dados diretos de utilização e integrar publicidade de forma mais natural na experiência ChatGPT.

(ZAP)