A Microsoft está a optar por tácticas duvidosas para forçar a utilização do polémico Recall que monitoriza tudo o que os utilizadores fazem no Windows.
A MS tem investido imenso nas tecnologias AI, e como parte disso apresentou recentemente o Recall, uma funcionalidade que vai gravando capturas de ecrã regulares de tudo o que o utilizador faz, para que mais tarde possa fazer perguntas sobre qualquer coisa que tivesse feito.
A medida foi desde logo considerada abusiva por todos os que se preocupam com a privacidade mas, apesar dessas preocupações, a MS parece estar empenhada em forçar que o Recall fique activo nos computadores dos utilizadores. Durante o processo de instalação, os utilizadores não podem desactivar o Recall – sendo-lhes apenas dada a opção para abrirem os settings, depois da instalação, para que o possam desactivar.
This is what Microsoft told the BBC is ‘entirely optional’. This isn’t optional. @ICOnews https://t.co/Y8e7lxX5rh
— Kevin Beaumont (@GossiTheDog) June 1, 2024
Seria assim tão complicado dar imediatamente a opção para activar ou desactivar o Recall durante a instalação? Que, além do mais, deveria vir desactivado de origem, com o utilizador a ter que activá-lo expressamente se assim desejasse?
Isto é ainda mais ridículo por ser a MS dizer – ainda por cima – que os utilizadores têm “total controlo” sobre a sua privacidade. Isto, numa funcionalidade que faz questão de referir que não guarda conteúdos protegidos por direitos de autor (como uma janela da Netflix que se esteja a ver), mas que sem qualquer preocupação guardará informação detalhada de passwords, números de cartões de crédito, e outra informação sensível. Informação que se tornará num novo pote de ouro para os hackers que se conseguirem infiltrar no sistema.
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