A SpaceX recebeu aprovação da FCC para avançar com o serviço de internet via satélite Starlink directo para telemóveis, em parceria com a T-Mobile.
Esta autorização permite que a SpaceX opere sob o modelo de cobertura suplementar do espaço (SCS), possibilitando aos clientes T-Mobile, obterem ligação directa aos satélites para obter cobertura em áreas onde não exista serviço terrestre. O projecto, anunciado em 2022 e previsto para 2023, enfrentou vários atrasos – tendo obtido uma autorização provisória de emergência para fornecer serviço em áreas afectadas por desastres naturais – e só agora obtendo a aprovação oficial definitiva.
Esta decisão coloca a SpaceX à frente de concorrentes como a Lynk, que já tem satélites em órbita, mas sem parceiros comerciais nos EUA. O serviço usará bandas específicas para expandir a rede terrestre da T-Mobile, melhorando a conectividade em áreas remotas e em situações de emergência. A FCC destacou os benefícios do serviço, mencionando o seu uso em furacões para fornecer comunicações essenciais em regiões sem rede terrestre.
Starlink Direct to Cell works with existing LTE phones wherever you can see the sky. No special apps or hardware are required https://t.co/tztHdyDl34
— Starlink (@Starlink) November 25, 2024
No entanto, há desafios. A rede Starlink só agora completou a constelação inicial com esta nova geração de satélites “direct-to-cell”, e deve garantir que o serviço não interfere com as redes terrestres. Os satélites, que operarão entre 340 e 360 quilómetros de altitude, estarão numa altitude próxima da Estação Espacial Internacional (ISS) e exigirão a coordenação com a NASA para operações abaixo de 400 quilómetros. Apesar das complexidades e das muitas queixas de serviços concorrentes, que tentaram complicar e adiar ao máximo esta aprovação, a SpaceX fica numa posição privilegiada para fornecer o serviço desde já, antecipando-se às constelações rivais como a Kuiper da Amazon e a DISH.
Embora a data de lançamento do serviço e os preços ainda não tenham sido revelados, Elon Musk já referiu no passado que iria fornecer o serviço “gratuitamente” em cenários de emergência – faltando saber no que isso se irá traduzir na prática.
(Ptisp)
