A nova edição da distribuição acaba de chegar para transferência nas variantes Workstation, KDE Plasma Desktop, Server, Cloud, CoreOS, IoT, Atomic Desktops e Spins. O lançamento introduz alterações nos principais ambientes de trabalho, alarga a compatibilidade com hardware moderno e renova as ferramentas destinadas a programadores e administradores de sistemas.
Segundo o anúncio oficial na Fedora Magazine, a atualização sucede a um ciclo de desenvolvimento em que o Fedora 45 chegou a ponderar a tecnologia Shadow Stack e foca-se agora na integração nativa do Stratis diretamente no instalador Anaconda. A funcionalidade permite agrupar várias unidades físicas de armazenamento num único conjunto de capacidade partilhada (storage pool) logo durante a configuração inicial da máquina. Os utilizadores podem gerir sistemas de ficheiros dinâmicos através da interface Web do Cockpit, enquanto o sistema Kickstart passa a incluir novos parâmetros para automatizar instalações em larga escala baseadas em Stratis.
Ambientes gráficos GNOME 51 e KDE Plasma 6.8
Na edição Workstation, a transição do anterior Fedora Linux 44 equipado com o GNOME 50 dá lugar ao novo GNOME 51. Esta versão otimiza o agendamento de fotogramas para manter as animações da interface fluidas mesmo quando o processador ou a placa gráfica estão sob carga elevada. O ambiente de trabalho adota também o caminho padrão GBM (Generic Buffer Management) no processamento gráfico, o que melhora a alocação de memória de vídeo, e estreia o serviço oo7 para guardar credenciais e palavras-passe dentro de uma sandbox isolada.
Quem optar pela variante KDE Plasma Desktop encontra a versão 6.8 do ambiente gráfico, que chega após a fase beta do KDE Plasma 6.8 ter expandido os temas Union. O novo sistema de personalização visual Union baseia-se em CSS para facilitar a criação e aplicação de estilos consistentes na interface, acompanhando o regresso do tema clássico Oxygen. A atualização traz ainda áreas de trabalho virtuais independentes por cada monitor ligado, sincronização bidirecional da área de transferência (clipboard) e maior desempenho em sessões de acesso remoto.
Suporte para processadores Apple M3 e mudanças no Podman 6
No campo da virtualização por contentores, a distribuição integra o Podman 6. Esta versão introduz alterações incompatíveis com edições anteriores tanto na API como na linha de comandos, exigindo a revisão de scripts e fluxos de trabalho existentes por parte dos programadores. Ao nível da conectividade, a equipa removeu dois plugins antigos de VPN do NetworkManager, recomendando a migração das ligações seguras para as alternativas OpenConnect e Libreswan.
A variante Fedora Asahi Remix 45 acompanha este lançamento com a introdução do suporte inicial para os processadores M3, M3 Pro e M3 Max da Apple. Os utilizadores de computadores Mac com estes chips já conseguem instalar e executar o sistema operativo, embora a aceleração por hardware para gráficos 3D fique dependente de uma futura atualização da biblioteca gráfica Mesa.
(TT)
