No primeiro evento de Windows e Surface em dois anos, a Microsoft apostou em agentes de IA que correm no PC ou na nuvem, abriu pré-reservas do Surface Laptop Ultra e de portáteis com Nvidia RTX Spark e deu novas ações à pesquisa do Windows.
A Microsoft apresentou em São Francisco a sua visão de “inteligência híbrida” para o Windows: agentes de IA que correm localmente quando faz sentido e recorrem à nuvem quando é preciso. Segundo Pavan Davuluri, responsável pelo Windows e pelos dispositivos, o objetivo é tornar o sistema “a plataforma mais segura para agentes”, com contenção, identidade e gestão integradas.
O primeiro pilar são os Microsoft Execution Containers (MXC), agora com disponibilidade geral no Windows 11. Permitem definir os ficheiros e as redes a que cada agente acede, com as regras aplicadas em tempo de execução. Já suportam o Codex da OpenAI, o GitHub Copilot, o OpenClaw, o Replit e o LM Studio, e a Meta anunciou o Muse for Windows, um agente pessoal que chegará em breve como aplicação nativa.

Para correr modelos no PC, a Microsoft vai levar o MAI Code 1.1 Flash, que tem 137 mil milhões de parâmetros, para os dispositivos, com precisão de 3 bits e uma redução de quase 80% no tamanho. O Windows ML passa a suportar o llama.cpp, e os PC com RTX Spark terão modelos otimizados, como o DeepSeek V4 Flash e um futuro modelo Nemotron da Nvidia.
A GitHub estende ao Windows o HydraFusion, que encaminha cada tarefa para o modelo mais adequado, local ou na nuvem, numa pré-visualização experimental no Copilot, no CLI e no VS Code ainda este mês. O novo Copilot vai usar o contexto, as ações e os modelos locais nos Copilot+ PC, mas só nos próximos meses.
Satya Nadella, presidente e CEO da Microsoft, diz que tudo vai acontecer com a permissão dos utilizadores e que o Copilot usa o contexto do PC e modelos locais enquanto “ajuda os seus tokens a ir mais longe”.
Novidades em IA no Hardware
A nível de hardware, a Microsoft revelou o Surface Laptop Ultra, equipado com um chip Nvidia RTX Spark, que já pode ser reservado hoje nos EUA, a partir de 2.599 dólares (cerca de 2.300 euros, sem impostos). Este chip combina um CPU de 20 núcleos, uma GPU de 6.144 núcleos CUDA e até 128 GB de memória unificada para correr modelos com mais de 120 mil milhões de parâmetros.




Este portátil vem equipado com um ecrã de 15 polegadas, o primeiro carregamento USB-C magnético integrado num portátil e menos de 18 mm de espessura. Já o Surface RTX Spark Dev Box, este custa 5.999 dólares (cerca de 5.340 euros) e chegará aos EUA em novembro. Foram igualmente destacados os portáteis RTX Spark da ASUS, Dell, HP, Lenovo e MSI, que chegarão às lojas norte americanas a 16 de outubro.
A Microsoft afirma que estes modelos são até 2,1 vezes mais rápidos no primeiro token e 6,2 vezes na geração de vídeo do que um Apple MacBook Pro de 16 polegadas equipado com o poderoso chip Apple M5 Pro. Para o segmento de topo, que será dedicado às estações DGX Station for Windows, a Microsoft anunciou que tanto a Dell como a HP iniciarão a sua comercialização antes do fim do ano.
A pesquisa do Windows ganha milhares de ações diretas na barra de tarefas, como ativar o modo escuro ou enviar uma mensagem, em teste no canal experimental dos Insiders. No gaming, a Microsoft promete mais jogos no Windows on Arm e o Call of Duty chega ao RTX Spark em 2027. O TEK contactou a Microsoft Portugal e aguarda informações sobre a disponibilidade e os preços para Portugal.
(Teksapo)
