O exército dos Estados Unidos está a explorar a integração de robôs humanoides com blindagem balística nas suas operações militares. A iniciativa reflete o avanço da inteligência artificial aplicada à robótica, com o Pentágono focado em plataformas capazes de assumir missões perigosas no terreno, como avança o TechSpot.
Um dos principais projetos em avaliação é o “Alex”, desenvolvido pelo Instituto de Cognição Humana e de Máquinas (IHMC). Este robô humanoide possui 29 articulações e atuadores personalizados que lhe garantem movimentos naturais e eficientes. Além da proteção contra balas exigida pelas forças armadas, o equipamento integra um sistema de autonomia híbrida que permite à IA trabalhar em conjunto com operadores humanos na execução de tarefas complexas.
Estratégia de automação no Departamento de Defesa
O desenvolvimento faz parte da competição xTechHumanoid, organizada pelo programa militar Army FUZE xTech em conjunto com a Humanoid Community of Collaboration (HCoC). Criado em 2023, este consórcio visa coordenar a integração destas tecnologias no Departamento de Defesa norte-americano. De um conjunto inicial de 103 propostas, os responsáveis militares selecionaram cinco projetos vencedores. A par do modelo Alex, foram escolhidos dois sistemas de alimentação de energia, sensores táteis de alta sensibilidade para as pontas dos dedos e software dedicado a otimizar as capacidades destas máquinas.
A meta imediata não passa pela criação de um soldado autónomo blindado, mas sim por estudar as tarefas físicas que estes sistemas podem assumir de forma útil. Alex Miller, diretor de tecnologia do exército dos EUA, explica que o programa procura identificar e adaptar rapidamente tecnologias comerciais ou de dupla utilização para fins de defesa. Esta aposta enquadra-se numa visão de automação do campo de batalha, juntando os humanoides a uma frota crescente de drones, veículos terrestres e embarcações concebidos para operar com a mínima intervenção humana.
(TT)
