Fabricantes de automóveis apostam num tipo diferente de carro elétrico: EREV, extended-range electric vehicle.
Tem a sigla EREV e apresenta-se como a nova aposta da indústria automóvel para acelerar a transição elétrica.
EREV são as letras que correspondem a Extended-Range Electric Vehicles, ou seja, são carros que combinam uma bateria de grande capacidade com um motor a gasolina utilizado exclusivamente para produzir eletricidade.
Ou seja, o motor a gasolina integrado serve apenas para carregar a bateria, e não para movimentar as rodas.
A tecnologia pretende ultrapassar uma das principais limitações dos veículos 100% elétricos: a autonomia e a falta de uma rede de carregamento suficientemente abrangente para viagens longas.
Ao contrário de um híbrido convencional ou de um híbrido plug-in, num EREV são sempre os motores elétricos que movimentam as rodas, explica o Business Insider.
O motor de combustão funciona como um gerador e entra em ação quando a bateria fica com pouca carga. Assim, os condutores podem utilizar eletricidade no quotidiano e recorrer à gasolina em viagens mais longas ou em situações de maior esforço, como o reboque.
Os primeiros EREV deverão chegar no máximo aos 240 quilómetros de condução exclusivamente elétrica; depois atingem as várias centenas de quilómetros adicionais graças ao motor a gasolina.
A tecnologia está a despertar particular interesse no mercado dos EUA. E os fabricantes vão aparecendo: a Ram quer lançar um do género já no primeiro semestre do próximo ano, seguem-se Hyundai, Genesis, Ford e Scout Motors.
Possíveis vantagens em relação aos híbridos plug-in: mecânica mais simples e comportamento mais consistente (as rodas são sempre movidas por motores elétricos).
Dois obstáculos importantes: o preço – o modelo da Ram deve chegar aos 86 mil euros – e a compreensão da tecnologia pelos consumidores.
(ZAP)
