Carregar eléctrico numa tomada normal: não é proibido (mas não é aconselhável)

By | 08/09/2026

Não se sabe como está a instalação eléctrica, há possibilidade de sobreaquecimento, demora muito mais a carregar.

Milhões de pessoas carregam o seu carro eléctrico em casa. Mas a grande maioria (espera-se) não liga o cabo do carro a uma tomada normal, convencional.

Muitos instalam uma wallbox, que é uma uma estação de carregamento para o eléctrico, instalada na parede de casa (ou da garagem, ou do parque de estacionamento). O carregamento é mais rápido, mais seguro; mais adequado.

Carregar o eléctrico numa tomada normal não é proibido. Mas também não é aconselhável – sobretudo se essa for a rotina.

Em causa está, sobretudo, risco de sobreaquecimento. O carregamento pode manter uma corrente elevada durante muitas horas; uma tomada doméstica comum, que não foi propriamente concebida para carregar carros, pode não suportar uma carga elevada contínua durante 12 horas, ou mais; extensão enrolada, ou fraca, pode aquecer demasiado.

O circuito pode ficar sobrecarregado: se a mesma linha alimentar carregador e outros aparelhos potentes, o disjuntor pode disparar.

Em alturas de férias como esta, pode haver a “tentação” de carregar o eléctrico lá na garagem da casa da aldeia – mas conhece a instalação eléctrica da casa? Sabe qual é o seu estado? A ligação à terra é suficiente? Carregar constantemente, com correntes altas e prolongadas, pode causar danos estruturais no sistema eléctrico da casa, reforça a EDP. Com estruturas inadequadas ou ligações mal apertadas, pode mesmo haver incêndio.

Aumenta também o risco de humidade: uma tomada exterior sem protecção adequada aumenta o risco de choque eléctrico.

Além disso, a velocidade de carregamento é claramente menor. Demora muito mais a carregar totalmente o seu eléctrico: 20 horas para carregar um carro com 40 kWh.

Conclusão: pode-se usar tomada normal para carregar um eléctrico. Mas só de vez em quando. E convém confirmar que a instalação eléctrica vai suportar o carregamento.

(Nuno Teixeira da Silva, ZAP )