Fazer um ‘drone’ exige programação, testes, impressão 3D e muito investimento, diz Cleiton — que chegou a chorar quando o primeiro ‘drone’ não respondia aos comandos. Desde então, construiu 14 ‘drones’ destinados a filmagens, mapeamento, corridas e transporte de pequenas cargas.
O estudante moçambicano Cleiton Michaque está a testar um ‘drone’ com autonomia até 200 quilómetros e capacidade para transportar três quilogramas de carga, numa aposta para distribuir medicamentos e reduzir custos de entrega em zonas remotas de Moçambique.
“Em vez de usar a terra, por que não usamos o ar, o céu, como quem diz? Por que não usamos as vias aéreas? Com a minha capacidade de criar ‘drones’, acabei por desenvolver este ‘delivery‘ para ajudar os pilotos no transporte de medicamentos”, explica Cleiton, à Lusa.
O estudante, a frequentar o primeiro ano de Engenharia Eletrónica na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior do país, pretende também responder às dificuldades de transporte de medicamentos e pequenas encomendas para comunidades onde cheias, rios ou estradas degradadas condicionam a circulação terrestre.
Para isso decidiu adaptar uma tecnologia habitualmente utilizada em filmagens e competições para uma solução de apoio à logística de produtos essenciais, após observar os constrangimentos de motociclistas responsáveis pela distribuição de medicamentos para localidades mais afastadas na província de Maputo.
O protótipo está ainda em fase final de testes, realizando atualmente voos experimentais de cerca de dois quilómetros, muitas vezes a partir da sua casa, no bairro Tsalala, na província de Maputo.
Equipado com GPS e sistema de navegação autónoma, o aparelho segue uma rota previamente programada, entrega a carga no destino e regressa automaticamente ao ponto de partida.
(ZAP)
