A Meta transformou-se numa das principais clientes de serviços de inteligência artificial da Microsoft, recorrendo em grande escala à plataforma cloud Azure para alimentar as suas operações. Segundo fontes do setor citadas pela Bloomberg, a empresa comandada por Mark Zuckerberg contratou volumosos recursos de computação na infraestrutura de Redmond.Consumo semanal atinge triliões de tokens na infraestrutura Azure
O volume de utilização reflete a dimensão da operação: a Meta consome semanalmente triliões de tokens — os fragmentos de texto processados por modelos de inteligência artificial — através da plataforma da Microsoft. Os valores financeiros e os detalhes exatos do contrato comercial entre as duas gigantes da tecnologia não foram divulgados pelas partes envolvidas.
Até agora, os principais clientes dos serviços de inteligência artificial da Microsoft eram outras empresas de tecnologia de grande porte, com destaque para a ByteDance (dona do TikTok), a Adobe e a Perplexity. O encaixe da Meta neste leque de clientes reforça a estratégia da Microsoft em rentabilizar o setor através do Foundry, uma espécie de marketplace e provedor de hospedagem que serve de infraestrutura para alimentar serviços finais.
Estratégia própria reforçada com tecnologia externa
A Meta posiciona-se como um dos principais protagonistas ocidentais no mercado da inteligência artificial, embora siga uma abordagem diferente em relação a concorrentes como a OpenAI, a Anthropic e a Google. A tecnológica foca-se na integração desta tecnologia no ecossistema de produtos do grupo, expandindo atualmente a sua aplicação para agentes de programação e aplicações dedicadas para computadores de secretária.
Para além de desenvolver a sua própria linha de modelos de inteligência artificial — onde se inclui a família recente Muse Spark —, a empresa de Mark Zuckerberg recorre a outros modelos de topo para acelerar o avanço da sua própria tecnologia. Nem a Microsoft nem a Meta quiseram fazer comentários sobre as informações avançadas.
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