Meta lança agente Muse Code a preço reduzido, mas exige acesso aos dados

By | 06/08/2026

A Meta lançou oficialmente o Muse Code, a sua primeira aposta num agente de programação dedicado, desenhado para rivalizar com alternativas tecnológicas como o Claude Code e o Codex. O serviço destaca-se por apresentar um plano de preços invulgarmente baixo, mas exige em troca que os programadores permitam à fabricante utilizar a sua atividade para treinar produtos futuros.

Uma ferramenta focada na complexidade

Atualmente em fase beta, o Muse Code é impulsionado pelo novo modelo Muse Spark 1.2. A empresa esclarece que a tecnologia foi concebida para resolver tarefas extensas e complexas de engenharia de software, em vez de se limitar a sugerir linhas de código isoladas. O agente consegue planear alterações de raiz, modificar ficheiros múltiplos espalhados por repositórios de grande dimensão, e executar tanto comandos como testes estruturais para validar a implementação resultante.

Para maximizar o fluxo de trabalho, a aplicação suporta a execução em paralelo de vários subagentes, garantindo que diferentes segmentos de um projeto mais vasto sejam processados em simultâneo. Em vez de iniciar um processo limpo sempre que encontra uma nova vertente do projeto, o sistema consegue manter os subagentes ativos de forma contínua, reutilizando imediatamente a informação recolhida em etapas anteriores. A plataforma integra ainda um registo local de eventos, desenhado para documentar todas as chamadas, edições, aprovações e atividades dos recursos implementados.

A contrapartida da privacidade

Em termos de tabela comercial, o modelo base Muse Spark 1.2 apresenta custos fixados em cerca de 1,08 € por cada milhão de tokens de entrada, 0,13 € por milhão de tokens de entrada em cache, e 3,68 € por milhão de tokens de saída. O verdadeiro destaque, no entanto, reside no plano destinado a colaboradores, que proporciona um desconto acentuado: cerca de 0,09 € por milhão de tokens de entrada, 0,0017 € para tokens em cache, e 0,17 € nos parâmetros de saída.

O grande compromisso de acesso a este escalão económico reside na perda de confidencialidade, visto que os utilizadores são obrigados a conceder permissão direta para que os seus comandos e resultados finais alimentem o treino de futuros modelos da marca.

A versão original do modelo Muse Spark tinha sido revelada em abril de forma limitada aos parceiros internos, até a variante 1.1 ter ficado disponível para o ecossistema tecnológico em julho. Para os curiosos em explorar o ambiente prático do Muse Code, a ferramenta já se encontra disponível para instalação como um executável nativo de terminal em sistemas macOS e Linux. Até ao momento, não existe nenhuma versão planeada de origem para Windows, embora os programadores que aproveitem o Subsistema Windows para Linux tenham capacidade para contornar a limitação e arrancar o ficheiro nativo.

(TT)