Windows 10 regista o triplo do risco de segurança face ao Windows 11

By | 22/07/2026

O Windows 10 atingiu o seu fim de suporte oficial em outubro de 2025, ditando a transição de grande parte do mercado. O Windows 11 domina agora o panorama com 78,8% dos dispositivos, mas cerca de 16,9% dos utilizadores ainda não efetuaram a atualização. Segundo uma investigação publicada pela Lansweeper, esta permanência no sistema antigo significa que, em média, um em cada seis computadores está exposto a níveis críticos de risco cibernético.

A discrepância nas vulnerabilidades ativas

O fosso de segurança entre as duas gerações do sistema operativo é profundo. A análise revela que um dispositivo típico com Windows 10 apresenta uma média de 1.903 vulnerabilidades e exposições comuns (CVEs) ativas. Por contraste, uma máquina com Windows 11 regista apenas 652 falhas do mesmo tipo, criando uma diferença de sensivelmente 2,9 vezes entre as duas plataformas.

A gravidade destas falhas agrava o cenário. Das vulnerabilidades detetadas nos equipamentos mais antigos, 66,6% são classificadas com um grau de risco elevado ou crítico, e uma parcela destas já é alvo de exploração ativa por parte de cibercriminosos.

A mecânica de atualizações da Microsoft acaba por criar um efeito secundário indesejado para quem não atualizou. Cada conjunto de correções lançado no “Patch Tuesday” para o Windows 11 oferece pistas concretas sobre falhas que permanecem abertas na versão anterior. Através de engenharia reversa às atualizações mais recentes, os atacantes conseguem identificar com precisão o que estava vulnerável no sistema antigo e direcionar os seus esforços para essas lacunas.
Barreiras financeiras e a extensão de proteção

O fator económico é o principal motivo apontado para a retenção destes 16,9% de utilizadores. O aumento acentuado nos preços da memória e do armazenamento durante este ano tornou a opção de manter o hardware antigo particularmente atrativa, uma vez que estes computadores (frequentemente equipados com tecnologia DDR4) operam com custos comparativamente mais baixos. Perante as despesas de uma atualização completa de sistema, adiar a compra revela-se a alternativa mais comportável a curto prazo.

Existe uma solução provisória para garantir a segurança destas máquinas. O programa de Atualizações Alargadas de Segurança, disponibilizado de forma gratuita para os consumidores, foi silenciosamente prolongado até ao dia 12 de outubro de 2027. A adesão a esta iniciativa permite manter os dispositivos elegíveis protegidos contra falhas críticas de segurança.

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Após o outono de 2027, as perspetivas para quem permanecer no sistema antigo são desconhecidas. O mercado de computadores prepara-se para uma fase de forte disrupção impulsionada pela inteligência artificial, sugerindo que o panorama do hardware poderá sofrer transformações semelhantes às que já se observam na indústria móvel.

(TT)