Funcionários chineses criam sistema anti-AI para salvar empregos

By | 09/04/2026

Na China assiste-se a uma situação curiosa relacionada com a salvaguarda de empregos contra assistente AI.

Um novo tipo conflito laboral relacionado com IA está a ganhar destaque na China. Algumas empresas começaram a exigir que os funcionários documentem o seu conhecimento em “skill files”, onde detalhem tudo aquilo que fazem, com o objectivo de usar essa informação para treinar sistemas de AI que possam substituí-los.

Do desagrado inicial a situação rapidamente evoluiu. Em vez se preocuparem em documentar as suas próprias funções, depressa houve pessoas que começaram a usar um “colleague.skill” que faz essa função para os seus colegas de trabalho. A ideia era demonstrar que afinal seria mais produtivo substituir os seus colegas por agentes AI, em vez de serem eles próprios a serem subsituídos. Mas, entretanto, surgiu uma ferramenta ainda mais curiosa. A anti-distill.skill foi criada para ajudar os trabalhadores a proteger o seu conhecimento. A ferramenta permite gerar os tais “skill files” que aparentemente são totalmente legítimos, mas que na realidade omitem todas as informações críticas que permitem a um agente AI desempenhar a função pretendida.

Imagino eu que esta ferramenta seja o exemplo surpremo do tipo de falta de eficiência que muitas vezes se vê nas grandes empresas, em que se passam horas infindáveis em reuniões, a falar e falar, sem que nada seja dito ou decidido. O grande risco é que, ao treinar agentes AI com estes ficheiros de conhecimento “sem conhecimento”, em breve se vejam os agentes AI a replicar os congéneres humanos na perfeição, a gastarem dias e dias de trabalho em reuniões sem que nada façam. Ao estilo do que acontece com os humanos, vai ser necessário que as empresas avaliem bem os agentes AI, para saber se vão realmente ser produtivos ou apenas gastar energia.

(Pfnik)