A Meta formalizou um acordo com a Entergy Corp. para financiar a construção de sete novas centrais elétricas movidas a gás natural nos Estados Unidos. O objetivo desta infraestrutura é alimentar as crescentes exigências energéticas dos seus serviços e centros de dados, segundo os detalhes avançados pelo Tom’s Hardware.
A inteligência artificial tem cada vez mais presença no nosso dia a dia, integrando-se em telemóveis, computadores e aplicações. Uma grande parte do conteúdo atual nas redes sociais já é gerado através destas ferramentas, o que exige um investimento colossal por parte das gigantes tecnológicas. As previsões apontam que as empresas norte-americanas vão investir mais de 650 mil milhões de dólares nesta área em 2026, estabelecendo um novo recorde. A Amazon lidera os investimentos com cerca de 200 mil milhões, seguida pela Google com 185 mil milhões e a empresa liderada por Mark Zuckerberg em terceiro lugar com 135 mil milhões de dólares.
O reforço energético no campus Hyperion
Após a aposta no metaverso ter ficado aquém das expectativas iniciais, a empresa focou as suas atenções no desenvolvimento de agentes virtuais e no seu modelo Llama. Como o processamento avançado de dados consome muita energia, a companhia tinha prometido no início de 2026 atingir 6 GW ou mais através de energia nuclear. No entanto, os planos focam-se agora no gás natural. Este novo projeto junta-se à construção, iniciada no ano passado, de três centrais de 2,3 GW. Com as sete novas centrais preparadas para produzir 5,2 GW adicionais, a empresa terá à sua disposição um total de 7,5 GW para os seus projetos.
As novas instalações vão ser construídas no campus Hyperion, na região de Richland Parish, no estado do Luisiana, consumindo energia equivalente à de milhões de lares. O plano não inclui apenas a construção das fábricas, mas também abrange a instalação de cerca de 386 quilómetros de novas linhas de transmissão para ligar o norte e o sul do estado.
O dilema da sustentabilidade ambiental
Apesar de direcionar este enorme investimento para a infraestrutura de combustíveis fósseis, a companhia mantém o seu discurso de proteção climática, garantindo que vai continuar a ajudar a financiar até 2,5 GW de energia renovável. A contradição aparente reside no facto de que as novas centrais de gás natural irão consumir o triplo dessa quantidade em energia não renovável.
A corrida energética está apenas a começar, com outras empresas do setor a delinearem objetivos semelhantes para escalar as suas infraestruturas até dezenas de GW nos próximos anos.
(TT)
