Chamam-se LifePods, são ideia de uma startup francesa e surgem como uma espécie de “última linha de defesa”, resistente a inundações, incêndios e até a projéteis. A ideia de mini bunker pode ser boa desde que tenha uns milhares de euros para gastar .
Num cenário em que os desastres naturais se intensificam e os conflitos armados voltam a ganhar protagonismo, uma startup francesa propõe como resposta um refúgio individual que cabe em poucos metros quadrados e que pode ser ativado em segundos. As LifePods, desenvolvidas pela Momentum Technologies, surgem como uma espécie de “última linha de defesa” quando já não há tempo para fugir.
A ideia parte de uma constatação simples: em muitas situações críticas, o problema não é apenas o perigo em si, mas a rapidez com que ele surge. Incêndios, inundações ou colapsos estruturais deixam, frequentemente, um intervalo mínimo para reação. É nesse intervalo que estas cápsulas de sobrevivência procuram atuar, oferecendo um abrigo imediato, selado e autónomo.
À primeira vista, a LifePod assemelha-se a um pequeno módulo rígido, mas a sua conceção aproxima-se mais de um mini bunker portátil. Inspirada em critérios de engenharia de nível militar, a estrutura é composta por uma dupla carcaça resistente a impactos, temperaturas extremas e projéteis. Dependendo da versão, pode ainda flutuar ou suportar pressões associadas a colapsos de edifícios.
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O funcionamento é direto: perante uma ameaça iminente, os ocupantes entram na cápsula, fecham a escotilha e ativam o sistema de selagem. Todo o processo demora cerca de dez segundos. A partir daí, o interior fica isolado do exterior, criando um ambiente controlado pensado para garantir sobrevivência durante o período mais crítico, tipicamente até 72 horas, o tempo considerado essencial para a chegada de equipas de socorro.
No interior, o espaço é compacto, mas funcional. Segundo o site oficial, existem assentos com arnês para absorção de impactos, compartimentos para armazenamento de água e alimentos e sistemas de suporte de vida. Entre estes, destaca-se a filtragem e renovação do ar, com unidades de depuração de dióxido de carbono que permitem manter uma atmosfera respirável mesmo em ambiente completamente selado. A cápsula inclui ainda sinalização luminosa, geolocalização e emissão de alertas, facilitando a sua localização por equipas de resgate.
A Momentum Technologies está a desenvolver várias versões adaptadas a diferentes cenários. O modelo B-01 foi pensado para contextos de explosões, incêndios ou ataques armados. Já o W-01 foi concebido para flutuar, sendo indicado para cheias ou tsunamis. Por fim, o Q-01 foca-se na resistência a colapsos estruturais, como os provocados por sismos.
O vídeo mostra várias situações onde os LifePods podem ser usados
Os preços anunciados variam entre cerca de 18 mil e 26 mil euros, dependendo da versão, e a produção em série deverá avançar nos próximos meses, em parceria com a empresa espanhola Recam Laser.
(Teksapo)
