Sem dor e sem cirurgia: nova tecnologia portuguesa regenera a pele do rosto

By | 15/12/2025

Já foram testados protocolos estéticos inovadores. Há entrega de energia ultrassónica a camadas profundas da pele.

Cientistas portugueses testaram novos protocolos estéticos inovadores capazes de regenerar e reafirmar a pele do rosto, de forma indolor e sem cirurgias.

A inovação foi conseguida por uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a LaserLeap Technologies e a Be.U_TheSkinCareClinic; já foi lançada em outubro.

O investigador Carlos Serpa descreve: “Esta tecnologia baseia-se na entrega de energia ultrassónica a camadas profundas da pele, que associadas a moléculas cosméticas como fatores de crescimento e exossomas, reestabelecem o processo reparador da pele, induzindo assim firmeza, luz e juventude à pele”.

Gonçalo de Sá, outro investigador, indica que esta inovação eleva o efeito dos nossos ultrassons na pele “muito além do lifting tradicional, sem a realização de um tratamento invasivo, visto que estimulam a produção intensa de colagénio e elastina, causando reações positivas ao nível da densidade, luminosidade e vitalidade da pele».

“Os resultados são visíveis logo nas primeiras sessões e evoluem semana após semana, o que vai ao encontro da preferência da maioria das pessoas por cuidados de beleza de manutenção e progressão contínua”, alega a equipa.

A incorporação cutânea de moléculas cosméticas não é eficaz; impede a redução de rugas finas e rídulas, tem uma diminuta ação contra a perda de hidratação, elasticidade e flacidez (ligeira e moderada) da pele.

A combinação destes ultrassons desenvolvidos na FCTUC com fatores de crescimento “irá permitir a entrada efetiva destas moléculas na epiderme, cuja ação remove sinais efetivos de desvitalização da pele, após a exposição prolongada ao sol, típica do verão, promove a renovação da proteção da pele”, lê-se em comunicado enviado ao ZAP.

A equipa de investigadores comenta ainda que “a ação do ácido hialurónico e a sua permeabilização efetiva com os ultrassons tem vindo a revelar sinais cada vez mais evidentes da revitalização da epiderme pela volumização local gerada por esta macromolécula”.

O mecanismo foi desenhado especificamente para tratamentos não-invasivos, indolores e sem marcas.

(ZAP)