O brilho é importante quando se tem um televisor exposto à luz direta, normalmente a luz solar. Não é normalmente o caso da TV na sua sala. Basta um pequeno ajuste no seu televisor para que tudo pareça melhor…
Já aconteceu a quase todos. Ao desembrulhar uma televisão nova em casa, o brilho do televisor não é propriamente o que estávamos à espera.
Na loja, parecia muito melhor, não é?
Isso acontece porque nas lojas o brilho dos televisores de exposição é aumentado até níveis absurdos, para chamar a atenção dos clientes. É eficaz para captar olhares, mas não é a melhor forma de ver as suas séries, filmes e documentários.
Na prática, há muito tempo que os marketeers descobriram que não somos assim tão diferentes de um chimpanzé fascinado por um cata-vento prateado ou de um gato que persegue um molho de chaves a tilintar. Os humanos são animais, e, mais concretamente, do tipo de animalque gosta de coisas brilhantes e luminosas.
Segundo a Vice, os retalhistas que vendem televisões sabem-no bem. Os aparelhos em demonstração estão lado a lado, a competir com outros televisores e a tentar sobressair no meio de luzes fluorescentes intensíssimas. Por isso, os lojistas aumentam o brilho ao máximo.
E então, devemos imediatamente definir também um brilho mais intenso para o nosso televisor lá em casa? A resposta curta é: não.
Pode impressionar à primeira vista, mas um brilho demasiado elevado não provoca apenas fadiga ocular. Também prejudica a qualidade da imagem, fazendo com que as áreas claras fiquem esbatidas e as zonas pretas pareçam cinzentas. Não é assim que os criadores dos programas ou filmes pretendiam que a imagem fosse vista.
A unidade de medida do brilho de um ecrã, ou luminância, chama-se “nits”, onde 1 nit equivale a 1 candela por metro quadrado (cd/m²). Quanto maior o número de nits, mais brilhante pode ser o ecrã.
O brilho é importante quando se tem um televisor (ou qualquer tipo de ecrã, como o monitor de um computador ou portátil, smartphone, tablet ou smartwatch) exposto à luz direta, normalmente a luz solar. Não é normalmente o caso da TV na sua sala.
Os fabricantes e lojas usam o brilho como argumento de venda nas campanhas de marketing, mas, na verdade, não precisa de ter o brilho sempre no máximo; e pode sempre escolher qual o nível de brilho que lhe oferece uma melhor experiência de utilização.
Vá ao menu de definições da sua televisão. A terminologia pode variar consoante a marca, mas, ao explorar as opções de imagem, vai encontrar uma configuração chamada “modo de imagem”, ou algo semelhante.
O que pode então fazer, quando acabar de instalar a sua nova TV na sala, é colocá-la em “modo cinema”. Vai notar imediatamente que o ecrã fica mais escuro.
No início, parece demasiado escuro, porque estava habituado a um brilho intenso. É como entrar num edifício vindo diretamente do exterior num dia de sol. O espaço pode nem ser assim tão escuro, mas durante os primeiros segundos parece-o.
Da próxima vez que vir uma série ou filme, a sua TV já não terá aquele impacto de um ecrã demasiado iluminado. Mas, depois de se habituar, verá que a imagem tem cores mais fiéis — e mais próximas do que o realizador quis que o público visse.
(ZAP)
