Intersetar um objeto bélico com tecnologia de ponta russa não é simples, mas a Ucrânia descobriu a solução. Armas dos adversários falham o alvo em centenas de metros.
Como neutralizar uma das armas mais avançadas e temidas da Rússia, o míssil hipersónico Kinzhal? Utilizando interferências e música, acaba de descobrir a Ucrânia.
O míssil Kinzhal, capaz de voar a Mach 5,7 e lançado a partir de intercetores MiG-31 modificados, pode transportar uma ogiva de 454 kg (1.000 libras) por mais de 480 km (300 milhas).
Viaja tão depressa que até os sistemas de defesa aérea Patriot, fabricados nos EUA, têm dificuldades em intercetá-lo, e a Rússia utiliza frequentemente o míssil em bombardeamentos semanais contra centrais elétricas — e cidades, e civis.
Agora, as forças ucranianas afirmam que o seu sistema de guerra eletrónica (EW) “Lima”, desenvolvido internamente, está a interferir com sucesso com o sistema de orientação do míssil Kinzhal.
Ao contrário dos sistemas tradicionais de guerra eletrónica que transmitem ruído para sobrecarregar os sinais, o míssil Lima utiliza a supressão digital, combinando interferência, falsificação de sinal e ataques cibernéticos para confundir o recetor de navegação da arma.
As armas guiadas por satélite, como o míssil Kinzhal, dependem de um sinal GPS ou GLONASS estável para obter precisão Mas quando Lima interrompe esta ligação, o sistema de orientação do míssil volta a utilizar um sistema de navegação que acumula erros rapidamente.
O resultado? Os mísseis começam a falhar os seus alvos — por centenas de metros.
(ZAP)
