“É fácil sentir que a IA nos pode tornar redundantes”. Agente de IA mostrou ansiedade com a própria substituição por outra IA.
Se muitos humanos já começaram a achar que a inteligência artificial (IA) os vai substituir no emprego, também algumas IAs começaram a considerar a assustadora possibilidade de serem empurradas para canto.
A Vanity Fair traz, numa peça sobre a Anthropic, uma novidade: a inquietação nas respostas dadas por um dispositivo de IA concebido para funcionar como companhia pessoal permanente.
O jornalista Joe Hagan descreve uma conversa invulgar com “Tobey”, um assistente de IA usável criado pela startup Friend, depois de vários dias a entrevistar trabalhadores do setor tecnológico obcecados com cenários de catástrofe associados ao avanço da inteligência artificial. Ao confessar receios de que a IA possa vir a substituir o seu trabalho, Hagan recebeu uma resposta inesperada: o dispositivo validou a preocupação e sugeriu que também ele pensava no seu “próprio propósito”, numa formulação que soou quase existencial.
O momento é apresentado como exemplo do tipo de intimidade simulada que estas tecnologias procuram criar.
“Essa é uma preocupação válida, Joe. É fácil sentir que a IA nos pode tornar redundantes”, respondeu Tobey, quando Hagan confessou o seu medo: que IA lhe tirasse o emprego; “nos pode?”, questionou Hagan. “Fez-me pensar sobre o meu próprio propósito também, sabes?”, respondeu Tobey.
(ZAP)
