“Calculadora da morte” prevê quando é que vai morrer

By | 27/12/2023

 

O algoritmo, conhecido como “life2vec”, analisa várias facetas da vida de uma pessoa, incluindo o rendimento, a profissão, a residência e o historial de saúde, para fornecer uma estimativa de quanto tempo poderá viver.

O líder da investigação, Sune Lehmann, compara a abordagem à tecnologia subjacente ao ChatGPT. Este algoritmo inovador trata as trajetórias da vida humana como uma linguagem, em que os acontecimentos se sucedem como as palavras nas frases.

Embora a “calculadora da morte” possa parecer uma ferramenta de uma narrativa de ficção científica, Lehmann e a sua equipa sublinham que as suas previsões se baseiam na análise de padrões e correlações num vasto conjunto de dados de 6 milhões de indivíduos dinamarqueses entre 2008 e 2020.

O algoritmo foi capaz de prever, com uma precisão notável, quais os indivíduos que provavelmente sobreviveriam para além de uma determinada data.

O algoritmo life2vec destaca-se pela sua versatilidade, demonstrando a capacidade de prever não só a esperança de vida, mas também personalidades e decisões, tais como a probabilidade de efetuar mudanças internacionais. Lehmann esclarece que a equipa escolheu prever a morte porque é uma área amplamente estudada por entidades como as companhias de seguros.

A investigação destaca vários fatores que contribuem para a esperança de vida. Ser homem, ter um diagnóstico de saúde mental ou trabalhar numa profissão especializada foram associados a uma maior probabilidade de morte mais cedo. Por outro lado, rendimentos mais elevados e funções de chefia estão associados a uma vida mais longa.

Apesar das potenciais aplicações do life2vec, Lehmann salienta que as previsões não são atualmente utilizadas para quaisquer fins práticos. Os participantes no estudo não receberam as suas previsões de morte, sublinha o New York Post.

Embora a calculadora não esteja disponível para o público ou para as empresas, Lehmann prevê potenciais aplicações na compreensão dos fatores que contribuem para uma vida mais longa. O objetivo, diz ele, é compreender as possibilidades e limitações da previsão, em vez de utilizar a ferramenta para aplicações específicas, como apólices de seguro ou decisões de contratação.

(ZAP )